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BMW aposta em cortes, novos modelos e IA para recuperar fôlego

30 set 2026 - 13h35
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Resumo
Para recuperar a confiança dos investidores após forte queda nas ações e fraco desempenho na China, a BMW anunciou um plano de reestruturação focado em inteligência artificial e novos modelos. A montadora cortará cerca de 8 mil empregos na Alemanha e reduzirá 20% dos cargos de gestão até 2027. Visando elevar suas margens para até 10% na próxima década, a marca lançará um elétrico de entrada na Europa, um utilitário de luxo nos EUA e ampliará a produção local e parcerias tecnológicas no mercado chinês.

A ‌BMW divulgou nesta quarta-feira um plano de reestruturação centrado em inteligência artificial, cortes de funcionários administrativos e lançamento de dois novos modelos, buscando restaurar a confiança dos investidores após uma série de alertas sobre resultados e forte queda no preço de suas ações.

Enquanto a indústria automotiva europeia enfrenta dificuldades ⁠com demanda fraca, concorrência chinesa e tarifas de importação dos EUA, a ‌reputação de estabilidade da BMW sofreu um golpe em junho, quando a empresa divulgou seu terceiro alerta de resultado relacionado ao fraco desempenho na ‌China em pouco mais de três anos.

A ‌empresa respondeu com um programa de demissões que deve afetar cerca ⁠de 8.000 funcionários na Alemanha, juntando-se às rivais Volkswagen e Mercedes-Benz na estratégia de redução de custos.

A BMW, cujas ações caíram mais de um terço no último ano, atingindo o nível mais baixo em mais de seis anos, divulgou o plano de recuperação durante um evento de dois dias ‌para investidores.

A empresa estabeleceu uma meta de médio prazo de 3% a 5% ‌para as margens em ⁠seu principal negócio ⁠automotivo até 2028. No início da década de 2030, a BMW pretende retornar a uma ⁠faixa de margem de 8% ‌a 10%, ante os 2,3% ‌registrados em seus últimos resultados.

Até meados de 2027, o grupo pretende reduzir em 20% o número de divisões e cargos de gestão associados. A inteligência artificial terá um papel central nos esforços para otimizar ⁠a empresa e acelerar a tomada de decisões, afirmou a companhia.

O presidente-executivo, Milan Nedeljković, afirmou que os planos ajudarão a BMW a "enfrentar a concorrência cada vez mais acirrada que definirá esse setor nos próximos anos".

"Não se trata de um programa de redução ‌de custos", disse o ex-chefe de produção, que assumiu o cargo de presidente-executivo em maio.

O grupo também está adaptando sua estratégia de produtos às ⁠tendências divergentes nos principais mercados, planejando um veículo elétrico básico para a Europa a partir de 2028, ao mesmo tempo em que visa os consumidores mais abastados dos Estados Unidos com um novo utilitário de luxo.

Na China, a BMW planeja localizar ainda mais a produção e contar mais com parceiros locais para tecnologias como direção autônoma e software integrado. A empresa também está analisando possíveis exportações da China para o Sudeste Asiático.

"Em condições cada vez mais desafiadoras, definimos medidas iniciais para nos reposicionarmos e as implementaremos com grande impulso", disse Nedeljković, acrescentando que a BMW não poderia ter previsto a rapidez com que o mercado chinês estava mudando e, por isso, se manteve cautelosa em suas previsões.

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