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Black Friday 2019: Vendas online rendem R$ 3,2 bilhões

Queixas também aumentam na data, redes de fast food são as campeãs de reclamações

2 dez 2019
14h17
atualizado às 14h45
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A Black Friday, um dos principais eventos no calendário do varejo físico e comércio eletrônico do Brasil, aconteceu na última sexta-feira, 29, e contou com recorde de faturamento para as lojas online. Segundo levantamento da consultoria Ebit/Nielsen, o varejo online brasileiro faturou R$ 3,2 bilhões entre quinta e sexta, aumento de 23,6% em relação à data de 2018.

É preciso estar atento para compras online durante a Black Friday
É preciso estar atento para compras online durante a Black Friday
Foto: iStock

"Nesta edição, vemos que as pessoas compraram diferentes tipos de produtos, ou seja, a alta não foi puxada apenas pelos mais caros", diz Ana Szasz, líder da consultoria. "Do ponto de vista do varejo, observamos players tradicionais ainda mais preparados, com entendimento do que o mercado queria. Esses fatores, junto a um consumidor preparado para comprar online, ajudaram a garantir o sucesso da Black Friday."

Durante a quinta e sexta-feira foram registrados 5,33 milhões de pedidos, expansão de 25% na comparação com o mesmo período do ano anterior, que foi de 4,27 milhões. O tíquete médio teve uma pequena queda de 1,1% frente ao ano passado, ficando em R$ 602. As vendas por celular representaram 55% do total, alta de 103% em relação a 2018, puxada pela onda de promoções exclusivas em aplicativos das lojas.

No varejo físico, dados preliminares da consultoria Boa Vista mostram que, em 2019, as vendas do comércio na Black Friday cresceram 6,4% em relação a 2018, superando também as projeções da empresa. Somente na sexta-feira, 29, a estimativa é que as vendas tenham crescido 8% em relação ao ano anterior.

Reclamações crescem na data; redes de fast food decepcionam

Com a Black Friday superando expectativas de faturamento, cresceram também as reclamações em órgãos como o Procon-SP e a plataforma ReclameAQUI. As redes de fast food McDonald's e Burger King, que promoveram uma guerra de descontos na data, foram as campeãs de reclamações após passarem o evento com instabilidade no sistema.

No último balanço feito pelo Procon-SP, foram registrados 1.079 atendimentos no órgão, sendo 653 registros de reclamações e 426 consultas e orientações. Burger King e McDonald's, respectivamente, lideram o ranking de reclamações com 150 no total. Além disso, a instituição também fez vistoria presencial em 41 estabelecimentos na capital e encontraram irregularidades em 33.

No ReclameAQUI, houve alta de quase 60% no volume de reclamações se comparado com o mesmo período de 2018. Ao todo foram 8.830 registros na plataforma entre a quarta-feira, 27, e a sexta-feira. Assim como no Procon-SP, as redes de fast food lideraram as reclamações: foram 545 contra o Burger King e 491 contra o McDonald's.

Estadão
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