BCE pede aos bancos que invistam mais para controlar o risco de segurança da IA
Os bancos da zona do euro precisam investir mais em segurança cibernética se quiserem ter controle sobre os novos modelos de inteligência artificial que podem encontrar falhas em software, disse o vice-presidente do Banco Central Europeu, Luis de Guindos, nesta quarta-feira.
Os especialistas em segurança cibernética consideram que os novos modelos de linguagem de grande porte, como o Mythos, da Anthropic, representam desafios significativos para o setor bancário e seus sistemas de tecnologia, o que levou a uma série de alertas de reguladores e formuladores de políticas em todo o mundo.
O BCE vem questionando os bancos da zona do euro sobre sua preparação há semanas, inclusive em uma reunião nesta semana, e De Guindos, que está deixando o cargo, disse que o setor precisa desembolsar mais para fortalecer suas defesas contra ataques cibernéticos alimentados por IA.
"Temos que entender muito melhor as possíveis implicações desses novos modelos e tentar implementar os sistemas e patches de segurança cibernética que podem resolver essa situação", disse De Guindos, cujo mandato termina no final do mês, aos repórteres.
"E (temos) que tentar começar a aumentar a conscientização das instituições financeiras, dos bancos, sobre a necessidade de investimentos adicionais em segurança cibernética, porque isso será algo bastante estrutural no futuro próximo."
Ele disse que a reunião com os bancos da zona do euro na terça-feira contou com uma apresentação de um banco dos EUA que, ao contrário de seus pares deste lado do Atlântico, teve acesso ao Mythos.
"A principal mensagem para todos é que a tecnologia cibernética está se tornando cada vez mais importante", disse De Guindos. "Temos que investir mais. E o investimento tem que ser generalizado. Não é apenas para os grandes bancos. É também para os bancos pequenos."
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