BC do Paraguai diz que adiantará recursos do Fundo de Garantia de Depósitos a clientes do Ueno Bank
Em comunicado divulgado nesta quarta-feira, 4, o BC paraguaio informou que o adiantamento será de até 40 salários mínimos
Para conter protestos contra o governo, o Banco Central do Paraguai adiantará até 40 salários mínimos do Fundo de Garantia de Depósitos a clientes do Ueno Bank, descontadas dívidas pendentes. O pagamento será feito via outras instituições em até cinco dias úteis. A medida responde à crise no banco ligado ao presidente Santiago Peña, que gerou manifestações em Assunção, a suspensão de saques em fundos vinculados e a prisão de oito executivos da entidade, incluindo seu presidente e o CEO.
O Banco Central do Paraguai informou que fará um adiantamento da garantia do Fundo de Garantia de Depósitos aos clientes do Ueno Bank SA. Em comunicado divulgado nesta quarta-feira, 4, o BC paraguaio informou que o adiantamento será de até 40 salários mínimos. Dívidas pendentes com a instituição serão deduzidas do valor, informou também a autarquia.
O BC fará o depósito em contas de outras entidades do sistema financeiro nacional. Para poupadores sem acesso a outros bancos, uma conta poupança será aberta em um banco ou instituição financeira do sistema financeiro paraguaio para efetivar o recebimento do adiantamento.
O pagamento será iniciado em até 24 horas, e o processo não poderá exceder cinco dias úteis, segundo o BC.
O anúncio representa uma tentativa de acalmar os protestos, após milhares de paraguaios irem às ruas de Assunção na terça-feira, 3, cobrando a liberação de seu dinheiro do Ueno Bank, e chegar a pedir a prisão do presidente do país, Santiago Peña, a quem o banco digital é ligado.
Nesta quarta-feira, o Banco Central do Paraguai suspendeu temporariamente os saques de dinheiro de determinados fundos de investimentos vinculados ao Ueno Bank.
A crise bancária marca um novo rumo no governo, que já chegou a deter oito executivos e empresários, entre eles o presidente do banco, Juan Manuel Gustale, e Federico Miguel Vázquez, CEO da instituição.
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