BC decreta liquidação extrajudicial da Frente Corretora por 'graves violações a normas legais'
Autoridade monetária também decretou a indisponibilidade de cinco controladores e ex-administradores da corretora
O Banco Central decretou nesta quinta-feira, 30, a liquidação extrajudicial da Frente Corretora de Câmbio, citando o comprometimento da situação econômico-financeira da empresa e "graves violações às normas legais e regulamentares que disciplinam a sua atividade."
Segundo apurou o Estadão/Broadcast, a corretora violou normas de prevenção à lavagem de dinheiro (PLD) e apresentou problemas de liquidez antes de ter sido liquidada. Não há relação entre a empresa e o ecossistema do Banco Master.
As preocupações em relação à corretora, fundada em 1993 em São Paulo, começaram após a identificação de uma série de movimentações atípicas. Essas movimentações foram suficientes para violar o arcabouço de PLD.
A autoridade monetária decretou a indisponibilidade de cinco controladores e ex-administradores da corretora: Altino Pavan, Daniela Fatima Bernardi Marchiori, Carlos Henrique da Silva Júnior, Ricardo Baraçal Panariello e Wagner Shoji Sato.
"O Banco Central continuará tomando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades nos termos de suas competências legais. O resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes", disse o BC, em nota.
Ainda segundo o BC, a Frente está enquadrada no segmento s4 da regulação prudencial, com baixa representatividade no Sistema Financeiro Nacional (SFN) e ocupando a 78ª posição no ranking de câmbio da autarquia. Em 2025, as operações representaram 0,021% do volume financeiro e 0,054% do total de operações do SFN.
O regulador nomeou Marina Ramos como liquidante da Frente Corretora. Ela já atuou nessa função em empresas da área de saúde, tendo sido nomeada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
O BC vem conduzindo um trabalho de saneamento do SFN, tanto por meio do endurecimento de normas quanto via uma série de liquidações. Desde novembro, foram 17 instituições liquidadas — algumas por envolvimento com o Master, e outras pelo descumprimento de normas.
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