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Banco Mundial vai encerrar gradualmente empréstimos à China até 2031, dizem fontes

1 jul 2026 - 09h16
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O Banco Mundial encerrará gradualmente ‌seus empréstimos à China até 2031, após anos de redução no volume de empréstimos, refletindo a ascensão do país à posição de segunda maior economia do mundo, afirmaram na terça-feira três fontes a par do plano.

O conselho do Banco Mundial analisará o plano durante a semana de 20 de julho, embora não seja ⁠necessária uma votação formal, disse uma das fontes. O acordo foi firmado entre o ‌Banco Mundial e a China como parte de seu "quadro de parceria com o país" de cinco anos.

A mudança, divulgada inicialmente pelo Financial Times, limitará os ‌empréstimos do banco multilateral de desenvolvimento a Pequim a ‌US$ 2bilhões daqui até 2031, encerrando-os a partir de então.

Os empréstimos ⁠do Banco Mundial à China têm diminuído constantemente, caindo de US$2,4 bilhões por ano em 2017 para US$750 milhões em 2025. A China deixou de se qualificar para empréstimos no âmbito do programa da Associação Internacional de Desenvolvimento do Banco Mundial, destinado aos países mais pobres, em 2000. O país começou a contribuir ‌para o programa em 2007 e é hoje o quinto maior doador.

"A China alcançou ‌avanços significativos em termos de ⁠desenvolvimento nas últimas ⁠décadas", afirmou um funcionário do Banco Mundial familiarizado com o assunto. "Agora estamos entrando em uma nova ⁠fase de nosso relacionamento, refletindo essa ‌realidade."

Os EUA e outros países ‌há muito pressionam o Banco Mundial a interromper os empréstimos à China, devido ao seu crescente poder econômico. O fato de a China continuar a contrair empréstimos do Banco Mundial e de outras instituições tem sido motivo ⁠de irritação para o governo Trump desde seu primeiro mandato.

Este mês, o Banco Mundial concordou com uma mudança semelhante para a Polônia, encerrando os empréstimos de desenvolvimento ao país após 2031.

Um porta-voz da secretaria do Tesouro dos EUA classificou a medida como "um passo na direção certa" ‌e disse que Washington espera que outras instituições sigam o exemplo.

"Como segunda maior economia do mundo, a China não deveria receber doações de instituições multilaterais", disse ⁠o porta-voz.

Um autoridade de alto escalão dos EUA disse que a China não deveria ser elegível para financiamento de desenvolvimento, dado o tamanho de sua economia, e pediu que a assistência à China por parte de outras instituições, como o Banco Asiático de Desenvolvimento, o Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola e agências da ONU, também fosse encerrada.

O Ministério das Finanças da China afirmou na quarta-feira que a redução gradual dos empréstimos do Banco Mundial à China é um resultado natural das mudanças na demanda interna e da transformação da cooperação entre as duas partes, e está em consonância com as práticas internacionais.

A China continuará a fortalecer a cooperação com o Banco Mundial no enfrentamento dos desafios globais, afirmou o Ministério das Finanças em seu comunicado.

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