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Warsh entra no cenário internacional ao lado de autoridades que enfrentam mesmo problema de inflação

1 jul 2026 - 08h07
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A abordagem simplificada do chair do Federal ‌Reserve, Kevin Warsh, em relação à política monetária ganha audiência internacional nesta quarta-feira, quando ele estará ao lado pares globais que compartilham de sua batalha para reduzir a inflação, mas adotam uma visão mais ampla sobre questões como as mudanças climáticas.

Warsh participará de uma sessão de perguntas e respostas com início às 10h (horário de Brasília) no fórum econômico ⁠anual do Banco Central Europeu em Sintra, Portugal, onde dividirá o palco com a presidente ‌do BCE, Christine Lagarde e os presidentes do Banco da Inglaterra, Andrew Bailey, e do Banco do Canadá, Tiff Macklem.

Todos os três foram signatários de uma carta sem ‌precedentes neste ano em apoio ao ex-chair do Fed, ‌Jerome Powell, em sua batalha contra o governo Trump pela independência do Fed, ⁠uma questão que atingiu um marco importante nesta semana quando a Suprema Corte dos EUA decidiu que a diretora do Fed, Lisa Cook, pode manter seu cargo apesar do anúncio feito pelo presidente Donald Trump no ano passado de que a havia demitido.

Powell tem sido elogiado por seus pares como um baluarte nessa luta, considerada importante para manter ‌o Fed como um pilar da estabilidade financeira global. Warsh, até o momento, tem se ‌mostrado relutante em se pronunciar ⁠diretamente sobre questões como ⁠a tentativa de demissão de Cook ou a pressão jurídica exercida contra Powell.

Trump escolheu Warsh para ⁠suceder Powell, que continua sendo membro da diretoria ‌do Fed. O novo chair ‌assumiu o cargo no final de maio.

Esta quarta-feira será a primeira aparição pública de Warsh além da coletiva de imprensa de 17 de junho, realizada após sua primeira reunião de política monetária como chair, na qual o Fed manteve a ⁠taxa de juros e Warsh adotou um tom hawkish ao prometer atingir a meta de inflação de 2% do banco central.

Seus comentários naquele dia levaram os investidores a aumentar as probabilidades de que o Fed eleve a taxa de juros já em setembro, colocando o banco central dos EUA em ‌uma trajetória intermediária após a recente decisão do BCE de elevar os juros e a hesitação dos bancos centrais da Inglaterra e do Canadá em apertar a política monetária ⁠dada a fraqueza econômica local.

"Ficamos surpresos com a postura hawkish de Warsh", escreveram analistas da Yardeni Research antes da aparição pública em que ele poderá ajustar sua mensagem — ou, mais provavelmente, reiterar que está, na medida do possível, abandonando completamente a prática de "orientação futura".

O primeiro comunicado de política monetária divulgado sob a liderança de Warsh não teve qualquer orientação sobre para onde os juros poderiam se dirigir, e, em sua coletiva de imprensa, o novo chair disse que espera que essa abordagem afaste os mercados das informações que, em sua opinião, tornam o banco central menos ágil e os investidores menos independentes em seu raciocínio.

Será uma nova abordagem para o Fed, onde uma cultura loquaz sobre economia e juros passou a ser vista como parte da prestação de contas ao público e da boa formulação de política monetária.

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