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Banco da Inglaterra mantém juros após votação apertada e sinaliza corte futuro

5 fev 2026 - 09h23
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O Banco da Inglaterra manteve a taxa de juros nesta quinta-feira, mas somente após uma votação inesperadamente apertada de 5 a 4, e afirmou que espera um corte futuro se a queda da inflação prevista para ‌os próximos meses não for apenas temporária.

Apesar de uma grande redução em sua previsão para o crescimento econômico do Reino Unido neste ‌ano e de um aumento no desemprego, o banco central britânico manteve sua taxa básica de juros em 3,75%.

A decisão ficou em linha com quase todas as previsões em uma pesquisa da Reuters com economistas. No entanto, a pesquisa havia apontado para uma votação de 7 a 2 a favor da manutenção dos juros.

O presidente Andrew Bailey foi um dos cinco membros que defenderam a ‍manutenção. Ele disse que sua posição provavelmente mudará se a previsão de queda da inflação para a meta de 2% do a partir de abril parecer sustentável.

"Precisamos garantir que a inflação permaneça nesse nível, por isso mantivemos os juros em 3,75% hoje", disse Bailey em comunicado. "Se tudo correr bem, deve haver espaço para uma nova redução este ‌ano."

Ele enfatizou que não tem nenhuma data específica em mente para o próximo corte nos ‌juros, mas a votação mais acirrada do que o esperado pode levar os investidores a anteciparem suas apostas sobre o próximo movimento do Banco da Inglaterra.

Antes do anúncio desta quinta-feira, os mercados futuros de juros estavam precificando poucas chances de um corte em março e apenas cerca de 60% de chances de um corte em abril.

O banco central tem agido com cautela, já que o Reino Unido tem a maior taxa de inflação entre as grandes economias ricas do mundo.

Ele reduziu os juros quatro vezes em 2025, incluindo um corte de 0,25 ponto percentual em dezembro, com uma votação de 5 a 4.

Mas as autoridades enfatizaram que precisam agir com cautela, pois estão se aproximando do nível de custos de empréstimos que não é inflacionário nem prejudicial para uma economia que ainda luta para superar os efeitos do Brexit, da pandemia de Covid e do aumento dos preços da energia em 2022.

O Banco da Inglaterra disse que agora espera que a inflação caia para cerca de sua meta de 2% em abril — ajudada em grande parte pelas medidas incluídas no orçamento da ministra das Finanças, Rachel Reeves, no final de novembro — muito antes do que em sua previsão do início de novembro.

Mas o banco central enfatizou que quer garantir que a queda não seja pontual.

As previsões de sua equipe mostram que a inflação cairá ‌abaixo da meta, para 1,7%, antes de oscilar em torno de 2% a partir do segundo trimestre do próximo ano até o final do período de previsão de três anos.

O Banco da Inglaterra reduziu sua previsão de crescimento econômico para 2026 de 1,2% para 0,9%, antes de uma recuperação em 2027 e 2028. Também elevou sua previsão para o pico do desemprego de 5,1% para 5,3%.

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