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Balanço do Grupo Pão de Açúcar traz alerta sobre continuidade operacional da empresa

Nota explicativa cita prejuízos e fala em 'incerteza relevante que pode levantar dúvida significativa sobre a continuidade operacional da companhia'

25 fev 2026 - 08h13
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O Grupo Pão de Açúcar (GPA) incluiu em seu balanço do quarto trimestre um alerta sobre "incerteza relevante que pode levantar dúvida significativa sobre a continuidade operacional da companhia". A informação consta de uma nota explicativa da Deloitte sobre as demonstrações financeiras do GPA, referentes ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2025.

No quarto trimestre do ano passado, o GPA registrou um prejuízo líquido consolidado de R$ 572 milhões, redução de 48,2% em relação ao prejuízo de R$ 1,104 bilhão apurado em igual período de 2024.

Segundo a auditoria, ao fim de 2025, o GPA apresentava déficit de capital circulante líquido de aproximadamente R$ 1,224 bilhão, decorrente principalmente de empréstimos e debêntures com vencimento em 2026 no montante de R$ 1,7 bilhão.

GPA registrou prejuízo líquido consolidado de R$ 572 milhões no quarto trimestre
GPA registrou prejuízo líquido consolidado de R$ 572 milhões no quarto trimestre
Foto: Werther Santana/Estadão / Estadão

"Apesar de melhora nos principais indicadores operacionais, bem como geração positiva recorrente de caixa operacional, a companhia continua apurando prejuízo no período", aponta a Deloitte.

Para mitigar os riscos associados ao capital circulante negativo e aos vencimentos relevantes previstos para 2026, a administração afirma que está adotando iniciativas que incluem negociações para alongamento de prazos das dívidas financeiras, redução do custo financeiro e de despesas e monetização de créditos tributários.

A Deloitte, contudo, destaca que atualmente o GPA não possui contratos firmados para renegociação das dívidas ou venda de créditos tributários, e que essas ações não estão totalmente sob o seu controle.

Embora a auditoria tenha apontado incerteza relevante sobre a continuidade operacional, as demonstrações financeiras foram preparadas assumindo que o GPA continuará operando normalmente. Assim, não foram realizados ajustes nos ativos ou nas dívidas para refletir um eventual cenário de deterioração financeira.

A Deloitte afirma ainda que a administração seguirá acompanhando as medidas anunciadas e a evolução da liquidez, podendo adotar novas ações, se for preciso.

Estadão
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