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Arrecadação federal cresce 4,99% em março e bate recorde para o mês

28 abr 2026 - 11h21
(atualizado às 12h19)
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A arrecadação do governo federal ‌teve alta real de 4,99% em março sobre o mesmo mês do ano anterior, somando R$229,249 bilhões, informou a Receita Federal nesta terça-feira, apontando impulso de uma atividade econômica resiliente, da elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e do bom desempenho das importações.

O resultado é o melhor para meses de março da ⁠série histórica da Receita Federal, iniciada em 1995.

No acumulado de janeiro a março, ‌a arrecadação cresceu 4,58% acima da inflação em comparação com o primeiro trimestre de 2025, a R$777,117 bilhões, patamar também recorde para o período.

No mês ‌de março, os recursos administrados pela Receita, que ‌englobam a coleta de tributos de competência da União, cresceram 5,56% ⁠em termos reais frente a um ano antes, a R$223,531 bilhões.

Essa elevação foi mais que suficiente para compensar o desempenho da receita administrada por outros órgãos, que tem peso relevante de royalties de petróleo e caiu 13,52% no mês passado, a R$5,718 bilhões.

Teve papel importante no dado do mês uma alta de ‌R$2,785 bilhões, equivalente a 50,1% na comparação com março de 2025, nos ganhos ‌com Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), ⁠que teve alíquotas ⁠elevadas pelo governo no ano passado.

A Receita também destacou o desempenho do Imposto de Importação ⁠e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) vinculado, ‌que cresceram 30,7% em ‌razão de um volume maior das importações e de elevação nas alíquotas médias.

O fisco também apontou alta real de 4,95% na arrecadação das contribuições previdenciárias por conta de um aumento real da massa salarial no país ⁠e da redução promovida pelo governo na desoneração da folha de setores da economia.

Em outra frente, a receita de Pis/Cofins cresceu 4,35% no mês, movimento que reflete em parte a extinção do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse) no ano passado, o que ‌levou empresas a contribuírem mais sobre suas atividades.

Os dados do mês também mostraram efeitos iniciais da reforma do Imposto de Renda, que entrou em vigor ⁠neste ano. O coordenador de Previsão e Análise da Receita, Marcelo Gomide, disse que foram arrecadados em março R$308 milhões com a nova retenção na fonte de IR, com alíquota de 10%, para recebimentos mensais de dividendos acima de R$50 mil.

No trimestre, a receita total foi de R$464 milhões. A arrecadação estimada pelo governo para todo o ano com essa taxação é de R$23,8 bilhões.

Por outro lado, segundo ele, a retenção na fonte de IR sobre rendimentos do trabalho caiu 5,6% no mês, ou R$1,250 bilhão, sob influência da nova faixa de isenção do tributo, que neste ano foi ampliada para rendimentos mensais de até R$5 mil. No trimestre, a queda foi de R$402 milhões na arrecadação (-0,59%).

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