Argentina capta quase a totalidade do valor dos títulos ofertados em leilão após medidas do BC
Total captado foi de 3,79 trilhões de pesos argentinos em um leilão extraordinário de papéis da dívida do país; autoridade monetária divulgou novas regras na quinta-feira, 14
A secretaria de Finanças do ministério da Economia da Argentina, sob o governo de Javier Milei, informou nesta segunda-feira, 18, ter captado 3,79 trilhões de pesos argentinos em um leilão extraordinário de títulos da dívida do país. O valor representa quase a totalidade do volume ofertado, de 3,8 trilhões de pesos.
O resultado segue a decisão do Banco Central argentino de endurecer as regras de compulsórios bancários, após uma outra oferta ter rolado apenas 61% da dívida com vencimento em agosto.
O juro praticado será de 1% acrescido à chamada Tasa Mayorista de Referencia de Argentina (Tamar). "Este leilão contribui para atingir o objetivo de absorção monetária após o aumento de duas medidas para compulsórios implementadas pelo Banco Central", escreveu o secretário de Finanças, Pablo Quirno, no X.
Em paralelo ao leilão, como defesa às reservas em pesos, uma instrução normativa publicada na quinta-feira, 14, a autoridade monetária argentina informou que, a partir desta segunda-feira, vigora para os bancos um aumento de cinco pontos porcentuais na taxa de reserva mínima de depósitos à vista em peso.
Segundo o comunicado, os bancos poderão cumprir até três pontos porcentuais dessa exigência adicional por meio de títulos públicos denominados em peso emitidos pelo Tesouro argentino.