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ANP determina que Petrobras oferte imediatamente diesel e gasolina de leilões que cancelou

Agência acionou um sobreaviso no abastecimento nacional de combustíveis, com objetivo de acompanhar mais de perto o setor e evitar retenções de produtos

19 mar 2026 - 18h02
(atualizado às 18h46)
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RIO - A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgou nesta quinta-feira, 19, um sobreaviso no abastecimento nacional de combustíveis, com objetivo de acompanhar mais de perto o setor e evitar qualquer movimento de retenção que dificulte o fluxo do abastecimento de diesel e gasolina no País.

De acordo com a decisão da agência, relatada pelo diretor Fernando Moura, a Petrobras terá de ofertar, imediatamente, os volumes de combustíveis referentes aos leilões de diesel e gasolina de março de 2026, que foram cancelados pela empresa.

A agência determinou que os grandes produtores e distribuidores de derivados de petróleo informem os estoques e movimentações para a gasolina A, diesel S10 e diesel S500, de acordo com as diretrizes da Superintendência de Distribuição e Logística (SDL) da ANP, que poderá atualizar os dados ao longo do monitoramento.

A estatal terá de informar também importações previstas, produtos a serem ofertados, preços de compra e venda, locais de internalização, datas de chegadas de navio, nome dos navios e demais informações pertinentes de forma a aumentar a previsibilidade do setor.

Sindicato havia pedido retomada de leilões

Mais cedo, o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom), que reúne as principais distribuidoras do País, enviou ofício ao governo — endereçado aos ministérios da área econômica —, pedindo que a Petrobras retomasse "com a maior brevidade possível" os leilões de diesel e gasolina com volumes condizentes com a demanda do mercado.

Segundo a entidade, as distribuidoras observaram um aumento relevante da demanda por produtos, porém relataram cortes nas cotas de fornecimento e negativa de pedidos adicionais nos meses de março e abril por parte da Petrobras, o que estressa o fluxo regular de produtos.

"Cumpre destacar que o volume importado de Diesel S-10 vem aumentando ano após ano e as associadas seguem cumprindo seu papel de supridoras estruturais do mercado, contudo o cenário de momento aponta a necessidade de um aumento abrupto do uso de produto importado o que gera disrupção e estresse na cadeia logística a partir dos portos", explicou o Sindicom.

Ainda de acordo com a entidade, no plano doméstico, a ausência de diretrizes claras na política de preços e a incerteza no atendimento integral dos pedidos pela Petrobras, somadas à instabilidade no calendário de leilões e ao cancelamento intempestivo de certames, comprometem severamente a previsibilidade operacional e o planejamento estratégico dos agentes de distribuição.

Estadão
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