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Algumas medidas serão amargas, diz Bolsonaro a governadores

Fórum reúne 20 governadores eleitos em centro de convenção de Brasília, nesta quarta-feira, 14

14 nov 2018
13h56
atualizado às 16h20
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Ao defender a necessidade de realizar reformas durante fórum com governadores que acontece nesta quarta-feira, 14, em Brasília, o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), disse que algumas medidas a serem tomadas são "amargas". Ele não detalhou, no entanto, quais propostas são prioritárias para o seu governo.

O fórum reúne 20 governadores eleitos em outubro em um centro de convenções na capital federal.

Ao defender a necessidade de realizar reformas durante fórum com governadores que acontece nesta quarta-feira, 14, em Brasília, o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), disse que algumas medidas a serem tomadas são "amargas"
Ao defender a necessidade de realizar reformas durante fórum com governadores que acontece nesta quarta-feira, 14, em Brasília, o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), disse que algumas medidas a serem tomadas são "amargas"
Foto: Reuters

"Algumas medidas são um pouco amargas, mas nós não podemos tangenciar com a possibilidade de nos transformarmos naquilo que a Grécia passou, por exemplo", declarou Bolsonaro, para quem a Câmara, o Senado e os governadores têm "perfeita noção" do que precisa ser feito.

No encontro, Bolsonaro recebeu uma carta de governadores eleitos do Nordeste pedindo melhorias nos regimes próprios de previdência dos Estados. Ele admitiu que o País começará o próximo ano com problemas e que soluções precisam ser apresentadas. O presidente eleito prometeu fazer um estudo "minucioso" da carta o oferecer uma solução rápida para os itens apresentados no documento.

Afirmando que os governadores podem confiar nele, Bolsonaro prometeu esforços independentemente de partidos políticos. "A partir deste momento não existe mais partido, nosso partido é o Brasil", declarou, sendo aplaudido na sequência.

Paulo Guedes não é político

Bolsonaro também aproveitou o evento para reforçar empenho de seu futuro ministro da Economia, Paulo Guedes. O presidente eleito comentou que o economista não tem vivência política, mas possui "vasta experiência econômica" para contribuir com soluções.

Aos governadores, Bolsonaro disse dar uma resposta aos problemas relacionados à segurança pública ajudará a economia. "Se nós conseguimos diminuir a temperatura da insegurança no Brasil, a economia começa a fluir." 

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Estadão
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