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Alckmin se reúne com Sheinbaum, do México, e diz que o Brasil busca mercados para além do tarifaço

Vice-presidente brasileiro afirmou ter tratado com a presidente do México de temas relativos à Embraer e sobre vistos eletrônicos para ampliar o turismo entre os dois países

28 ago 2025 - 20h28
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BRASÍLIA - O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse nesta quinta-feira, 28, após audiência com a presidente do México, Claudia Sheinbaum, no Palácio Nacional, que o Brasil busca ampliar mercados, independentemente das questões tarifárias com os Estados Unidos.

"Nós já há bastante tempo, independentemente das questões das tarifas dos Estados Unidos, estamos procurando ampliar mercado", disse Alckmin a jornalistas depois da principal agenda da missão oficial brasileira na Cidade do México.

Ele citou a celebração, há dois anos, do acordo Mercosul-Cingapura, que disse ser "uma entrada importante para o sul da Ásia". Também mencionou a assinatura do entendimento entre Mercosul-União Europeia, "que deve concluir o acordo ainda este ano". E indicou que será assinado no próximo mês de setembro o acordo Mercosul-Efta, que teria começado a ser negociado "lá atrás".

"Estamos trabalhando o Mercosul-Emirados Árabes. Então, o Brasil sempre procura ampliar o seu mercado numa linha ganha-ganha. Nós exportamos, nós importamos. Defendemos o multilateralismo e o livre comércio. E quem ganha com isso é a população", completou.

Citando áreas em que os dois países avançaram, Alckmin classificou a agenda com a presidente mexicana na tarde desta quinta-feira como "muito proveitosa" e disse que o trabalho com os mexicanos, de modo geral, foi amplo e proveitoso.

"Foi uma reunião de trabalho muito proveitosa com a presidenta Claudia, com grande parte dos seus ministros e também da nossa comitiva. Assinamos um documento para atualização do acordo de comércio exterior e investimento recíproco, que tem mais de 20 anos e precisa ser atualizado, ampliado. Então, fizemos um cronograma para poder ter mais complementaridade econômica na relação comercial Brasil-México", afirmou.

Alckmin foi acompanhado pelo ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro; pela ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet; e pela secretária-geral do Ministério das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha.

Também integraram a comitiva os presidentes da ApexBrasil, Jorge Viana; da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto; da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Leandro Safatle; e representantes do Ministério da Saúde, Fiocruz e do Instituto Butantan, além de empresários e de representantes da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Pauta da reunião

Alckmin afirmou ter tratado de temas relativos à Embraer com Sheinbaum e conversado sobre vistos eletrônicos para facilitar o intercâmbio entre os dois países.

"Conversamos sobre Embraer. Nós temos um pleito do cargueiro KC-390 para a indústria da defesa, e já houve uma compra importante da mexicana de 20 aviões da Embraer — a Embraer tem fábrica no México, tem mais de mil colaboradores no México, produz partes importantes do avião aqui no México", explicou Alckmin a jornalistas após a agenda, realizada no Palácio Nacional, na capital mexicana.

Ele informou também ter falado sobre vistos eletrônicos para aumentar o turismo entre os dois países e disse ter convidado a presidente para a Conferência do Clima das Nações Unidas de 2025, a COP-30, que será realizada em Belém, em novembro.

Acordos na área de saúde

Alckmin também fez referência a avanços na pauta de saúde, com a assinatura de dois memorandos de entendimento.

O primeiro documento foi assinado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o governo mexicano para cooperar no desenvolvimento e na produção de vacinas e terapias baseadas na tecnologia de RNA mensageiro (mRNA).

O segundo memorando de entendimento, assinado pela Anvisa e pela Comissão Federal para a Proteção contra Riscos Sanitários (Copefris), vai permitir que o registro sanitário de dispositivos médicos concedido pelo Brasil sirva de referência para o registro expedido no México.

Da mesma forma, para a Certificação de Boas Práticas de Fabricação, a Anvisa poderá utilizar as decisões da Cofepris para agilizar suas análises de medicamentos.

"Com isso, a gente ganha tempo e reduz custos para novos fármacos", disse Alckmin. E completou: "Eu diria que foi bastante amplo e bastante proveitoso o trabalho". O vice-presidente retorna na noite desta quinta-feira para Brasília.

Estadão
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