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Aeroviários da Latam ameaçam paralisação às vésperas da Copa

Sindicatos devem decidir o que será feito nos próximos dias

13 mai 2014 - 07h54
(atualizado às 07h56)
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Avião da TAM A340-500 é visto no aeroporto internacional de Malta, em fevereiro de 2012. A empresa aérea, do grupo Latam Airlines, irá inaugurar uma rota entre Belém (PA) e Miami, nos Estados Unidos, a partir de fevereiro do próximo ano, informou em comunicado nesta quarta-feira. 22/02/2012
Avião da TAM A340-500 é visto no aeroporto internacional de Malta, em fevereiro de 2012. A empresa aérea, do grupo Latam Airlines, irá inaugurar uma rota entre Belém (PA) e Miami, nos Estados Unidos, a partir de fevereiro do próximo ano, informou em comunicado nesta quarta-feira. 22/02/2012
Foto: Darrin Zammit Lup / Reuters

Turistas que se preparam para vir ao Brasil durante a Copa do Mundo, principalmente da América Latina, podem sofrer os impactos de uma paralisação na empresa Latam, que reúne a chilena Lan e a brasileira Tam. Mesmo os passageiros internos correm o risco de serem atingidos por uma eventual greve, pois o sistema aéreo é encadeado e o atraso em um voo acaba prejudicando o outro.

Sindicatos dos empregados do grupo Latam estão reunidos hoje (12) e amanhã (13), na sede da Federação Internacional dos Trabalhadores de Transporte (ITF), no Rio de Janeiro, debatendo os problemas da categoria e definindo o que será feito. O secretário de Aviação Civil da ITF, Gabriel Mocho, disse que a chance de haver paralisação da categoria, justamente na época da Copa, é real.

"Estamos tentando, nos últimos meses, um diálogo direto com a gerência regional da Latam, para evitar problemas, mas só encontramos negativas da companhia, que não quer dialogar com os sindicatos. Não é nosso desejo afetar os passageiros, ainda mais na Copa do Mundo. Mas o tempo está acabando. [Se não formos recebidos], isso certamente pode levar à paralisação", advertiu Mocho.

A Latam possui cerca de 55 mil empregados e 700 aviões. Segundo os sindicalistas, a companhia já tem contratados para a Copa mil voos fretados, inclusive da Europa. Além do Brasil, onde está representada pela Tam, a companhia está presente na Argentina, no Chile, Peru, Equador, Paraguai e na Colômbia. Os serviços de manutenção das aeronaves estão concentrados no Peru, justamente onde a empresa encontra a maior resistência dos trabalhadores, pelo baixos salários pagos aos mecânicos. Por mês, os funcionários peruanos são responsáveis pela verificação e conserto de 70 aeronaves, 16 delas da Tam.

Para o presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil (Fentac), Sérgio Dias, o maior problema é referente aos aeroviários, funcionários que trabalham em terra. "Os mesmos trabalhadores, em países diferentes [da companhia], recebem quase a metade do salário [em comparação aos outros colegas]. Quanto à Tam, a empresa ainda não fechou a convenção coletiva em relação aos aeroviários. E algumas empresas, ainda que terceirizadas, estão retirando direitos dos trabalhadores, com aumento da carga horária. Esses funcionários são responsáveis pela bagagens, pelo guichês de embarque e pelas rampas, o que pode ocasionar atrasos e até cancelamentos de voos", disse Dias: "Existe uma inquietude de todos os aeroviários, não apenas dos ligados à Tam. É um movimento generalizado".

Procurada, a assessoria de imprensa da Tam divulgou nota de apenas uma linha, sem se posicionar detalhadamente sobre as reivindicações dos trabalhadores: "A Tam informa que não há ameaça oficial de greve neste momento".

Agência Brasil Agência Brasil
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