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Advogado de diretora do Fed questiona mais recente tentativa de Trump de destituí-la

13 out 2026 - 19h58
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Resumo
A defesa de Lisa Cook, diretora do Federal Reserve, contestou a imparcialidade de uma comissão criada pela Casa Branca para investigá-la por suposta fraude hipotecária, classificando a ação como uma manobra tendenciosa de Donald Trump para destituí-la e influenciar os juros. Com respaldo da Suprema Corte, que exige ampla defesa e independência do Fed, o advogado Abbe Lowell rejeitou a audiência de 5 de novembro e afirmou que Cook, em viagem oficial, só poderá depor após 9 de dezembro.

O advogado da diretora do Federal ‌Reserve Lisa Cook questionou a objetividade de uma investigação da Casa Branca sobre as alegações de que ela teria cometido fraude hipotecária, de acordo com uma carta à qual a Reuters teve acesso nesta terça-feira, contestando a mais recente tentativa do presidente Donald Trump de destituí-la do cargo.

Trump ⁠vem tentando demitir Cook há mais de um ano, à medida que busca ‌exercer maior controle sobre um banco central que, segundo ele, se recusa, por motivos políticos, a reduzir as taxas de juros. Cook nega ‌qualquer irregularidade e entrou com uma ação ‌judicial para manter seu cargo.

 Na semana passada, Trump anunciou uma nova ⁠investigação sobre Cook e a nomeação de uma comissão de três pessoas para conduzir uma audiência. Posteriormente, o presidente disse a repórteres que seguiria adiante com a demissão dela caso a comissão recomendasse isso. Os advogados de Cook afirmaram que uma audiência justa demonstraria que não há base legal ‌para demiti-la.

Na carta desta terça-feira, o advogado de Cook, Abbe Lowell, observou que ‌um dos membros propostos ⁠para a comissão, ⁠o assessor de política econômica da Casa Branca, Kevin Hassett, já havia pressionado Cook ⁠a se afastar do cargo e ‌sugerido que Trump tinha "motivo" para ‌demiti-la.

"Uma audiência com membros comprovadamente tendenciosos, alegações adicionais não especificadas e um cronograma pouco claro para a divulgação de quaisquer provas adicionais - sem nenhuma explicação sobre por que elas não foram apresentadas anteriormente - não ⁠é um processo que respeite a aparência ou o histórico de independência", escreveu Lowell.

Lowell afirmou que Cook não poderia comparecer a uma audiência na data de 5 de novembro anunciada pela Casa Branca, pois estaria cumprindo suas funções na Europa "em reuniões ‌de política financeira e monetária".

O mais cedo que Cook poderia comparecer a qualquer audiência seria após a reunião de política monetária do Fed marcada ⁠para 8 e 9 de dezembro, escreveu ele.

Uma decisão da Suprema Corte no caso de Cook, mais cedo neste ano, impediu Trump de demitir um diretor do Fed à vontade, ressaltando a necessidade de o Fed permanecer politicamente independente tanto na prática quanto na aparência para poder desempenhar suas funções.

Mas a decisão também abriu caminho para uma possível destituição, caso seja dada a uma autoridade do Fed a oportunidade justa de examinar as provas das alegações e a chance de refutá-las. A Casa Branca parece estar buscando esse caminho.

O Fed elevou sua taxa básica de juros em setembro e deve fazê-lo novamente em sua última reunião do ano.

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