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Ações europeias caem à medida que distúrbios na França abalam o ânimo do mercado

19 out 2026 - 14h18
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Resumo
As ações europeias fecharam em queda nesta segunda-feira, pressionadas pela instabilidade política na França e na Espanha. O índice pan-europeu STOXX 600 recuou 0,87%, afetado por protestos violentos em cidades francesas e incertezas eleitorais espanholas. O setor bancário liderou as perdas no continente, enquanto o de tecnologia foi o único a avançar. O cenário de cautela também reflete a expectativa de investidores pela divulgação de resultados corporativos de grandes empresas da Europa e dos EUA.

As ações francesas tiveram seu pior ‌dia em quase duas semanas nesta segunda-feira, pesando sobre o mercado acionário europeu após a eclosão de distúrbios em cidades por todo o país no fim de semana.

O índice CAC 40, que reúne as principais empresas francesas, caiu 1,1%, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 recuou 0,9%, para 639,1 pontos.

Desencadeados pelo aumento dos preços e pela deterioração dos ⁠serviços públicos, os protestos prejudicaram o ânimo dos investidores em relação a um país ‌que já enfrenta um crescimento fraco e um endividamento crescente.

A turbulência na segunda maior economia da zona do euro, que se soma à incerteza política antes das eleições presidenciais ‌de 2027, também tem sido parcialmente responsável por manter ‌o índice STOXX 600 estagnado em uma faixa estreita ao longo do último ⁠mês.

"Há claramente um risco político e isso vai significar volatilidade no curto prazo", disse Kiran Ganesh, estrategista de múltiplos ativos da UBS Global Wealth Management.

Os bancos franceses BNP Paribas, Société Générale e Crédit Agricole registraram quedas entre 2,5% e 3,4%. A rede de varejo Carrefour recuou 2,2%, e a operadora de shoppings Unibail-Rodamco-Westfield caiu 2%.

RISCOS POLÍTICOS NA ESPANHA ‌GERAM CAUTELA

A incerteza política também ganhou destaque na Espanha, onde o índice de referência do ‌mercado acionário caiu 1,5%. A ⁠convocação de eleições antecipadas ⁠para o próximo mês deixou os investidores cautelosos.

Os partidos de extrema esquerda da Espanha apresentaram, no sábado, ⁠listas de candidatos separadas para a eleição, ‌reduzindo as chances do primeiro-ministro socialista ‌Pedro Sánchez de permanecer no poder à frente de uma coalizão de esquerda.

"A Espanha enfrenta suas próprias restrições políticas em torno de orçamentos e reformas fiscais, embora o crescimento econômico mais forte ofereça alguma proteção", disse Daniela Hathorn, analista sênior ⁠de mercado da Capital.com.

Os setores cíclicos lideraram as quedas em toda a Europa, com os bancos apresentando o pior desempenho, após uma queda de 2,2%. As ações do setor de defesa também ficaram sob pressão, caindo 1,5%.

O índice de tecnologia foi o único dos principais índices a ficar em território ‌positivo, subindo 0,7%. Na semana passada, as ações europeias se saíram melhor do que as americanas durante uma onda de vendas em ações ligadas à inteligência artificial, em meio ⁠a preocupações com o aumento da dívida para financiar gastos com infraestrutura.

Os investidores também aguardavam os resultados financeiros de empresas de primeira linha europeias e americanas.

A fabricante de software SAP, o banco britânico Barclays e a fabricante de equipamentos de telecomunicações Nokia devem divulgar seus resultados ainda nesta semana.

Nos EUA, os resultados da Meta e das empresas de chips podem fornecer uma nova direção para os mercados acionários.

O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em queda de 0,87%, a 639,10 pontos.

Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 1,08%, a 10.764,69 pontos.

Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 1,24%, a 25.303,68 pontos.

Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 1,11%, a 7.868,05 pontos.

Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 1,55%, a 49.086,27 pontos.

Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 1,49%, a 19.039,30 pontos.

Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 0,78%, a 9.394,18 pontos.

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