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Acelen elevará em 10% capacidade de produção de diesel em Mataripe em 2026

27 fev 2026 - 10h37
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A Refinaria de Mataripe, operada pela Acelen em ‌São Francisco do Conde (BA), prevê ampliar em 10% sua capacidade de produção de diesel a partir de junho, como resultado de parte de investimentos de R$736 milhões previstos para 2026, afirmou Celso Ferreira, vice-presidente de Operações, em entrevista à Reuters.

A unidade, a segunda maior refinaria do país em capacidade, deverá elevar a produção de diesel de 12,4 mil para 13,7 mil metros cúbicos por dia (m³/dia), em um momento de crescente demanda do ⁠combustível fóssil no Brasil, que elevou a dependência externa a níveis elevados. No ano passado, o país importou cerca ‌de 29% do diesel consumido, segundo dados da consultoria StoneX.

"Esse é o grande investimento do ano em termos de evolução de capacidade", disse Ferreira, destacando que a expansão envolve a instalação de novos equipamentos, como ‌trocadores de calor e válvulas, além de melhorias nos reatores da unidade ‌de diesel.

A Acelen, do fundo Mubadala Capital, dos Emirados Árabes Unidos, planeja seguir investindo nos próximos ⁠anos na refinaria, que chegou a ser objeto de interesse da Petrobras para uma eventual recompra pela estatal, no governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Após a expansão, a refinaria terá elevado a capacidade de produção de diesel em cerca de 25% desde que foi adquirida da Petrobras, em 2021, quando tinha capacidade de produção de 11 mil m³/dia de diesel.

Nessa e outras iniciativas, a companhia estima investimentos de R$4 bilhões, desde que ‌assumiu a refinaria até o fim de 2026. Posteriormente, prevê investir outros R$4 bilhões na unidade entre 2027 e ‌2030, com foco em manutenção, segurança, ⁠eficiência energética e descarbonização.

"Vamos seguir ⁠no caminho de otimização da nossa eficiência, do nosso mix de produtos e de assegurar o abastecimento", afirmou Ferreira.

Acelen estuda ⁠novas expansões de capacidade nas próximas paradas de manutenção, previstas ‌para 2027 e 2028, mas as ‌decisões dependerão de avaliações técnicas e de mercado, adiantou o executivo, sem dar mais detalhes.

A Acelen também planeja implementar neste ano um sistema de recuperação de gases queimados no flare (tocha) da unidade, visando reduzir em até 40% as emissões da refinaria, a primeira refinaria do país, inaugurada em 1950, que hoje ⁠responde por cerca de 14% da capacidade nacional de refino.

"Esses gases passarão a ser reaproveitados no processo, gerando vapor e reduzindo ainda mais as emissões", explicou o executivo.

Desde 2021, Mataripe já passou por aumento de capacidade de refino de petróleo e registrou recordes de produção de diesel S10, gasolina e querosene de aviação, segundo Ferreira. Em 2025, alcançou um recorde de processamento de ‌petróleo de 261 mil barris por dia, totalizando um fator de utilização médio de 86%, segundo dados da empresa.

A refinaria também reduziu seu custo de energia, impulsionada pela inauguração do Complexo Solar Irecê, no semiárido ⁠baiano, com capacidade instalada de 161 MWp, que hoje abastece metade do consumo elétrico da unidade. "Nosso consumo de energia caiu 20% desde a privatização, o que também contribui para redução de emissões", afirmou Ferreira.

ACELEN RENOVÁVEIS

Já sobre os planos da Acelen Renováveis, que também pertence ao Mubadala, para o lado de biocombustíveis, o projeto de engenharia para construir uma biorrefinaria na Bahia já foi concluído.

Além disso, segundo informações da Acelen enviadas à Reuters, aproximadamente 90% dos contratos de venda de combustível sustentável de aviação (SAF, na sigla em inglês) já foram firmados.

A Acelen Renováveis prevê investir US$3 bilhões na sua primeira planta de biorrefino ao lado da Refinaria de Mataripe, mas completamente independente, com capacidade para produzir 1 bilhão de litros de biocombustíveis por ano, com entrada em operação estimada para 2028.

A partir de 2027, as companhias aéreas no Brasil terão de adicionar obrigatoriamente alguma parcela de SAF ao querosene de aviação fóssil para diminuir as emissões de gases do efeito estufa (GEE) em pelo menos 1%, conforme legislação aprovada, tornando-se uma oportunidade para produtores.

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