Script = https://s1.trrsf.com/update-1786557910/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
AO VIVO
Cientistas, educadores e pensadores debatem sobre o futuro do planeta; assista
Publicidade

Ação da CSN dispara quase 20% após troca de CEO

3 set 2026 - 11h33
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
As ações da CSN subiram até 20% após o anúncio de Fabio Schvartsman como novo CEO, em substituição a Benjamin Steinbruch, que assumirá o conselho de administração. Bem recebida pelo mercado por indicar profissionalização e foco em governança, a troca ocorre em meio à tentativa da empresa de vender ativos para reduzir seu alto endividamento. Apesar do otimismo com o histórico do executivo, analistas alertam que a recuperação da confiança dependerá da execução concreta dessa desalavancagem.

As ações da CSN dispararam ‌quase 20% nesta quinta-feira, após o grupo anunciar que Fabio Schvartsman será o novo presidente-executivo da companhia, substituindo Benjamin Steinbruch.

Steinbruch, que ocupava o cargo desde 2002 e é membro da família controladora do grupo, foi eleito presidente do conselho de administração. A mudança ocorre ⁠em um momento em que a CSN negocia a venda de ‌um de seus principais ativos, a CSN Cimentos, e de participação em seus negócios em infraestrutura logística para reduzir dívida.

Analistas do UBS ‌BB avaliaram positivamente a nomeação de ‌Schvartsman do ponto de vista de governança, "com a equipe de ⁠gestão da CSN passando agora a ser totalmente profissionalizada". Eles destacaram que o executivo é conhecido por conduzir processos de reestruturação e recuperação de empresas listadas em bolsa, com experiência na Klabin e na Vale.

Por volta de 10h40, os papéis avançavam cerca de 14%, a ‌R$6,84, liderando as altas do Ibovespa, que subia 1,5%. Na máxima, chegaram ‌a R$7,17 (+19,9%). No ano, ⁠porém, ainda acumulam ⁠queda de 23,5%. 

De acordo com analistas do BTG Pactual, a mudança foi inesperada, ⁠mas representa uma notícia positiva. "Schvartsman ‌é um executivo amplamente ‌respeitado pelo mercado, com vasta experiência em empresas como Vale, Klabin e Ultrapar e, mais importante, entende o que precisa ser feito para reconstruir a confiança dos investidores e reposicionar a ⁠tese de investimento da CSN", afirmaram em relatório a clientes. 

Eles também destacaram que, além de potencialmente trazer um foco maior em desalavancagem, alocação de capital e venda de ativos, a mudança deve proporcionar mais clareza à estrutura de ‌liderança da companhia e ao planejamento sucessório, "temas que fazem parte das discussões entre investidores há algum tempo".

"Com Steinbruch permanecendo fortemente envolvido na ⁠empresa como presidente do conselho de administração, vemos a nova estrutura como uma evolução natural da liderança da CSN."

A equipe do BTG ponderou, contudo, que a atratividade do investimento no médio prazo dependerá, em última instância, da capacidade de execução.

Eles citaram que a alavancagem segue acima de 3 vezes, a queima de fluxo de caixa livre continua sendo uma realidade, e vendas relevantes de ativos, além da redução do endividamento, ainda são necessárias para fortalecer o balanço da empresa. "Ainda precisamos ver avanços concretos nessas frentes antes de adotar uma visão mais positiva ou revisar nossa recomendação neutra."

Reuters Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Compartilhar
TAGS

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra