A cidade de São Paulo é um canteiro com 317 mil imóveis em construção
Esse volume representa a soma das unidades lançadas nos últimos 3 anos que agora estão sendo erguidas na cidade
A cidade de São Paulo nunca viu tantos canteiros de obra como agora. É consequência direta dos sucessivos recordes de lançamentos (104,4 mil imóveis em 2024 e 139,7 mil em 2025), além de 73 mil novos apartamentos em 2023, segundo dados do Secovi-SP, o sindicato da habitação.
Na soma, existem 317 mil apartamentos em fase de construção, seguindo o prazo tradicional de 36 meses entre a data do lançamento e a entrega das chaves. Grandes empresas do setor, porém, passaram a adotar um ciclo mais longo para suas obras, por causa do tamanho dos novos projetos, maiores em altura e em número de imóveis.
Para 2026, o viés do mercado paulistano é de alta. De janeiro a abril, os lançamentos somaram 39,5 mil unidades, aumento de 6% em comparação com o 1º quadrimestre de 2025. No acumulado de 12 meses (de maio de 2025 até abril de 2026), o total já chegou a 141,8 mil novos imóveis. Na média, são 11,8 mil por mês numa "velocidade" de 388 apartamentos lançados por dia.
No ano passado, a divisão do mercado paulistano foi 61% para o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) e 39% para o segmento de "outros mercados", segundo a classificação do Secovi. Em números absolutos, deu 85 mil imóveis econômicos, contra 54 mil do segmento de médio, alto e altíssimo padrões.
Existe uma inversão na liderança quando a base é o valor geral de venda (VGV) dos lançamentos realizados em 2025, que chegou a R$ 81,7 bilhões. O protagonista é o segmento de outros mercados, que respondeu por 71% do VGV total, com R$ 58,2 bilhões, enquanto as moradias do programa MCMV ficaram com a fatia de 29%, referente a R$ 23,4 bilhões, de acordo com o Anuário do Secovi.
Cerca de 35% do total de 54 mil apartamentos de médio e alto padrões lançados em 2025 se concentraram em bairros nobres. Vila Mariana ficou com o maior lote (de 6,7 mil unidades), seguido por Itaim Bibi (5 mil), Pinheiros (3,5 mil) e Moema (3,4 mil). Somente nesses 4 distritos, o volume é de 18,6 mil novos imóveis em fase de obras pós-lançamento.
Em quantidade, os produtos de baixa renda não param de crescer. Em abril, de acordo com a mais recente pesquisa do Secovi, 75% das moradias lançadas estão enquadradas no programa MCMV, o que corresponde à marca de 8,7 mil unidades, restando uma parcela de 25% para produtos de outros mercados.
São Paulo responde por 31% das unidades lançadas no País
A cidade de São Paulo respondeu por 31% de todos os lançamentos realizados no Brasil no ano passado. Foram 139,7 mil imóveis novos na capital paulista em relação ao total de 453 mil unidades residenciais, segundo dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).
Os novos empreendimentos que chegaram ao mercado paulistano somaram 28% do total - R$ 81,7 bilhões ante R$ 292,3 bilhões no território nacional, em valores corrigidos pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC). São 221 grandes cidades, que compõem o Indicador Nacional da CBIC.
Elas registraram um volume de vendas de 426,3 mil unidades residenciais em 2025, das quais 26% comercializadas na capital paulista. Foram 113 mil apartamentos com valor geral de vendas (VGV) de R$ 58,8 bilhões, 22% do montante de R$ 264,2 bilhões referentes ao VGV total do mercado do País.
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