Script = https://s1.trrsf.com/update-1790713512/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Oferecimento Logo do patrocinador
Publicidade

13º salário na conta? Veja erros que podem comprometer seu orçamento

Especialista orienta como definir prioridades, avaliar dívidas e planejar o uso do dinheiro extra diante das despesas de fim e início de ano

6 nov 2026 - 16h31
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
O 13º salário exige planejamento para evitar prejuízos no orçamento de fim e início de ano. Especialistas alertam contra erros comuns, como gastar antes de receber, esquecer que a segunda parcela sofre descontos e focar apenas no consumo imediato. Para não comprometer a renda futura com parcelamentos e juros, a recomendação é priorizar o pagamento de dívidas e as despesas de janeiro antes de destinar o dinheiro às compras de Natal.

Com a chegada do 13º salário, muitas famílias ganham um reforço importante no orçamento. O recurso, no entanto, costuma chegar em um período marcado por compras de fim de ano e pela proximidade de despesas do início do ano seguinte. Sem planejamento, decisões tomadas em poucas semanas podem consumir o benefício antes que ele cumpra objetivos mais importantes. 

Organizar as prioridades financeiras ajuda a aproveitar o dinheiro extra sem comprometer as contas e os planos dos próximos meses
Organizar as prioridades financeiras ajuda a aproveitar o dinheiro extra sem comprometer as contas e os planos dos próximos meses
Foto: RODWORKS | Shutterstock / Portal EdiCase

Pela legislação trabalhista, o 13º salário é pago em duas parcelas: a primeira entre fevereiro e 30 de novembro e a segunda até 20 de dezembro. O cálculo considera a remuneração e os meses trabalhados no ano, e parcelas salariais como horas extras, adicionais e comissões também podem integrar a conta. 

Para Heider de Paula Rodrigues da Silva, coordenador do curso de Direito da Faculdade Anhanguera, entender quanto efetivamente será recebido é o primeiro passo para organizar o uso do recurso. "O 13º salário deve ser tratado como parte do planejamento financeiro, e não como um dinheiro sem destino. Antes de assumir novas despesas, é importante conhecer os valores disponíveis, as obrigações já existentes e os gastos que chegarão nos próximos meses", orienta.  

A seguir, confira os principais erros que podem comprometer o orçamento.

1. Gastar antes de o dinheiro entrar na conta

Antecipar compras contando com um valor ainda não recebido pode levar a compromissos maiores do que a renda disponível. O valor do benefício varia conforme remuneração, período trabalhado e outras verbas que integrem o cálculo. 

2. Considerar que as duas parcelas terão o mesmo valor

Um erro comum é planejar o orçamento como se os dois pagamentos fossem idênticos. O trabalhador deve conferir seu demonstrativo e considerar o valor líquido efetivamente disponível antes de distribuir o dinheiro entre compras, dívidas e reservas, pois a primeira parcela é maior pelo fato de vir livre de impostos. Na segunda, por outro lado, há desconto relacionado ao valor total. 

3. Utilizar todo o valor nas compras de fim de ano

Presentes, viagens e confraternizações podem elevar rapidamente os gastos de novembro e dezembro. Destinar todo o benefício ao consumo imediato reduz a margem para compromissos já previstos e para imprevistos. 

Reservar parte do 13º salário para as despesas de janeiro ajuda a evitar o endividamento
Reservar parte do 13º salário para as despesas de janeiro ajuda a evitar o endividamento
Foto: Krakenimages.com | Shutterstock / Portal EdiCase

4. Ignorar as despesas do começo do próximo ano

Janeiro costuma concentrar despesas recorrentes e sazonais. Reservar antecipadamente parte do 13º para compromissos conhecidos ajuda a evitar que essas contas sejam transferidas para cartão de crédito, cheque especial ou novos empréstimos. 

5. Não avaliar dívidas antes de fazer novas compras

Quem já possui parcelas atrasadas ou dívidas com juros elevados deve analisar o custo desse endividamento antes de assumir novos compromissos. Comparar saldo devedor, juros e condições de negociação permite decidir se parte do benefício pode ser usada para reorganizar as finanças. 

6. Parcelar compras sem olhar o orçamento dos meses seguintes

O parcelamento reduz o desembolso imediato, mas cria prestações que continuarão depois das festas. Antes de contratar uma compra parcelada, é importante somar as prestações já existentes e verificar quanto da renda futura ficará comprometida. 

Utilizando o 13º salário de maneira consciente

Uma estratégia simples é separar o 13º por prioridades: primeiro as despesas essenciais e compromissos já assumidos. Posteriormente, eventual reorganização de dívidas e formação de reserva e, só então, gastos de consumo e lazer. A divisão deve respeitar a realidade financeira de cada família. 

"Não existe uma única forma correta de usar o benefício. O ponto principal é tomar a decisão olhando o orçamento completo. Quando o trabalhador conhece suas obrigações e evita comprometer antecipadamente a renda dos meses seguintes, o 13º pode servir para dar mais equilíbrio às finanças", afirma Heider de Paula Rodrigues da Silva.

Por Letícia Zuim Gonzalez

Portal EdiCase
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra