Viih Tube na cadeia? Deputada aciona ex-BBB após lançar BBB dos empregados
A polêmica do reality 'As Patroas' ganhou um capítulo oficial: a deputada estadual Ediane Maria Nascimento (PSOL-SP) protocolou uma representação no Ministério Público do Trabalho de São Paulo contra Viih Tube e Eliezer.
Antes que o alarme dispare: não se trata de processo criminal com risco de prisão, mas de uma apuração trabalhista — que, ainda assim, pode sair caro para o casal de ex-BBBs.
O MPT já confirmou a abertura de procedimento para investigar as condutas mostradas nos vídeos.
O que a deputada alega contra o casal?
No documento, a parlamentar aponta que a competição entre os 11 empregados domésticos pode configurar assédio moral organizacional.
Ediane pede três coisas ao órgão: investigação do caso, notificação dos influenciadores e suspensão imediata do programa, caso as irregularidades se confirmem.
Ela argumenta que os funcionários foram submetidos a provas gravadas e exibidas nas redes do casal para disputar prêmios.
O que disse o Ministério Público do Trabalho
Em nota, o MPT informou que iniciou procedimento de apuração a partir das atividades veiculadas nas redes sociais da influenciadora, para verificar possíveis condutas trabalhistas questionáveis.
Vale lembrar o tamanho da confusão: na primeira prova, os empregados precisaram catar moedas de plástico escondidas pela mansão de mais de 2.400 m² — incluindo dentro de vaso sanitário, lixeira de banheiro e lago artificial.
O casal apagou os vídeos na quarta (1º), mas a exclusão não encerra o inquérito.
As funcionárias defenderam os patrões?
Sim, e com veemência. Em vídeo publicado pela funcionária Ediléia Santana, ao lado de colegas, o grupo rebateu as críticas e negou qualquer coação.
Entre os pontos levantados por elas:
- Ninguém foi obrigado a participar do reality
- O ambiente de trabalho seria regularizado e as funcionárias, bem tratadas
- As críticas estariam tirando do grupo uma oportunidade de ganhar prêmios e visibilidade
Uma das falas mais repercutidas foi o desabafo de que "o pobre não pode ter a oportunidade de ter nada", em resposta direta a quem pediu a intervenção de órgãos trabalhistas.
Além disso, elas também dispensaram ajuda jurídica, dizendo que ninguém ali pediu advogado.
O caso agora segue dois caminhos paralelos: a fúria das redes vai esfriar, mas o inquérito do MPT continua valendo mesmo com os vídeos fora do ar.
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