Viih Tube alega calote de empresa de Xuxa por falta de pagamento em Publi
Influenciadora digital alega descumprimento contratual e busca reparação financeira na Justiça de São Paulo
O mercado da influência digital no Brasil foi sacudido nesta segunda-feira (23) com a revelação de um embate jurídico envolvendo grandes nomes do entretenimento e do setor de
estética. A influenciadora e ex-BBB
Viih Tube, cujo nome de registro é
Vitória di Felice Moraes, ingressou com uma ação judicial contra a
Espaçolaser, rede de depilação a laser que conta com a apresentadora
Xuxa Meneghelem seu quadro de sócias.
De acordo com informações divulgadas pelo colunista Daniel Nascimento do jornal
O Dia, o motivo da disputa seria um
suposto calotereferente a uma campanha publicitária realizada nas redes sociais, especificamente no
Instagram, onde a criadora de conteúdo possui um alcance de milhões de seguidores.
O caso coloca em evidência as fragilidades das relações contratuais entre artistas, agências intermediárias e grandes empresas no cenário atual.
Os detalhes do contrato e as entregas de conteúdo
De acordo com as investigações da coluna de Daniel Nascimento, o imbróglio teve início em maio de 2024, quando Viih Tube firmou um compromisso profissional para promover os serviços da Espaçolaser. O contrato previa não apenas a publicação de conteúdos exclusivos no perfil da influenciadora, mas também a cessão de seu direito de imagem por um período de 30 dias para fins promocionais da marca.
O valor total acordado para a ação era de R$ 35 mil, dos quais R$ 25 mil seriam destinados diretamente à Viih Tube, enquanto os R$ 10 mil restantes ficariam com a agência Connect Cast, responsável pela ponte entre a contratante e a contratada.
O suposto calote e as tentativas de conciliação
Os autos do processo indicam que Viih Tube cumpriu rigorosamente todas as cláusulas do acordo, efetuando as entregas de mídia dentro dos prazos estabelecidos. Entretanto, o repasse financeiro esperado nunca teria chegado à conta da influenciadora.
Mensagens de e-mail trocadas entre o departamento financeiro da equipe da artista e a Connect Cast revelam uma sequência de cobranças frustradas.
Segundo a defesa de Viih Tube, a agência chegou a formalizar datas para o pagamento, mas os compromissos foram sistematicamente ignorados, o que levou a influenciadora a acreditar que havia sido vítima de uma estratégia de retenção indevida de valores, popularmente chamada de calote.
A defesa da Espaçolaser e a transferência de responsabilidade
Ao ser interpelada sobre o atraso, a Espaçolaser apresentou uma versão que complica ainda mais o cenário jurídico. A empresa afirmou em sua defesa que o pagamento integral referente à campanha foi efetuado à intermediadora Connect Cast ainda no final de maio de 2024. Para a rede de estética, as obrigações financeiras foram quitadas no momento em que o montante saiu de seus cofres em direção à agência.
Ações judiciais na Comarca de Barueri
Ainda de acordo com o colunista Daniel Nascimento, diante da ausência de solução amigável, Viih Tube decidiu levar o caso para as instâncias legais. A ação de execução de título extrajudicial foi protocolada na Justiça de Barueri, na Grande São Paulo. O valor atualizado da causa, incluindo correções monetárias, juros acumulados e honorários advocatícios, já ultrapassa a marca de R$ 30 mil.
O magistrado responsável pelo caso chegou a determinar a citação das empresas envolvidas, estabelecendo um prazo exíguo de três dias para a quitação do débito, sob pena de penhora de bens. Contudo, o processo enfrentou períodos de estagnação, com intimações recentes alertando sobre o possível arquivamento caso não houvesse novas manifestações da parte autora.