Único diretor brasileiro em competição é premiado no 79º Festival de Cannes
O curta-metragem "Laser-Gato", de Lucas Acher, único diretor brasileiro na seleção oficial do 79º Festival de Cannes, venceu o prêmio da La Cinef, voltado ao incentivo de cineastas que estão saindo das escolas de cinema. O resultado foi anunciado nesta quinta-feira (21).
O primeiro prêmio ficou com "Laser-Gato", de Lucas Acher. "Silent Voices", dirigido pela americana Nadine Misong Jin, recebeu o segundo, enquanto "Aldrig Nok", do francês Julius Lagoutte Larsen, e "Growing Stones, Flying Papers", dos alemães Roozbeh Gezerseh e Soraya Shamsi, dividiram o terceiro prêmio.
Esta é a 29ª edição da La Cinef, que reconhece produções realizadas por estudantes de cinema. A seleção reuniu 19 filmes de jovens diretores, escolhidos entre 2.747 candidatos de 662 escolas ao redor do mundo. O júri de curtas-metragens e da La Cinef, presidido por Carla Simón, foi formado por Ali Asgari, Salim Kechiouche, Ji-Min Park e Magnus von Horn. Os prêmios da La Cinef são de € 15 mil para o primeiro lugar, € 11 mil para o segundo e € 7.500 para o terceiro.
"Laser-Gato" integra o projeto de doutorado em Cinema de Lucas Acher na Universidade de Nova York (NYU). Filmado em São Paulo, o curta acompanha um adolescente em uma travessia inquietante pela cidade durante uma única noite, enquanto tenta salvar um gato. A narrativa combina suspense e corrida contra o tempo, com elementos mágicos e fantásticos, sem abrir mão de momentos de humor. A cada decisão, a situação enfrentada pelo personagem se torna mais crítica.
Ao receber o prêmio, Acher gritou "Vai, Brasil" e agradeceu à equipe do filme e à sua família.
Antes da premiação, em entrevista à RFI, o diretor afirmou ter sido pego de surpresa com a seleção. "Me traz felicidade estar representando o Brasil. Ser o único diretor brasileiro em competição no festival traz uma maior responsabilidade", disse.
Produtor de "Laser-Gato", João Pereira Webber também comentou o reconhecimento e agradeceu "a todos os filmes que vieram antes". "Eu sonho que a gente possa continuar essa grande onda e expandir o que o Brasil representa no mundo do cinema", afirmou no início do festival.
Apesar do momento favorável do cinema brasileiro, o país não tem filmes na disputa pela Palma de Ouro neste ano. Ainda assim, marca presença na Seleção Oficial com o produtor Rodrigo Teixeira, em "Paper Tiger", dirigido pelo norte-americano James Gray, além de participar com quatro coproduções exibidas em diferentes mostras.
O Festival de Cannes segue até 23 de maio.
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