Programa de Andréia Sadi na GloboNews enfrenta 3ª repercussão negativa em menos de 1 mês
Nova polêmica envolve a apresentadora usar como fonte um denunciado ao STF pelo 8 de janeiro
Aconteceu de novo. O ‘Estúdio i’, de Andréia Sadi, voltou a ser alvo de críticas e questionamentos nas redes sociais.
A nova controvérsia surgiu quando a apresentadora revelou no programa de sexta-feira (17) ter recorrido a um denunciado pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro como fonte de informação.
“Deixa eu trazer uma apuração que eu fiz lá para o blog. Bolsonaristas estão articulando a retomada da Lei Magnitsky para o ministro Alexandre de Moraes. Conversei com o Paulo Figueiredo ontem, que está nos Estados Unidos, um dos mais próximos aliados da família Bolsonaro, faz uma espécie de dobradinha com o Eduardo Bolsonaro”, disse.
Paulo Figueiredo é jornalista e tem um canal no YouTube com mais de 800 mil inscritos. Está entre os mais aguerridos críticos do governo Lula e do STF.
Ele foi comentarista de política na Jovem Pan News. Acabou demitido em 2023, após o Ministério Público Federal abrir investigação contra o canal por veiculação de notícias falsas.
Há lógica na indignação contra Sadi e a GloboNews, mas, se um jornalista não puder conversar profissionalmente com denunciados ou condenados pela Justiça, estaria proibido de acessar dezenas de políticos influentes do Congresso que aparecem diariamente na TV.
Se a âncora do ‘Estúdio i’ apurou e checou a informação recebida de Paulo Figueiredo, não há erro jornalístico. O problema se dá no campo da ética — e na imagem pejorativa que se associa a ela e ao canal.
Recentemente, o programa vespertino da GloboNews passou por outros dois episódios com repercussão negativa.
O PowerPoint exibido no telão em 20 de março, associando o presidente Lula e o PT diretamente a Daniel Vorcaro, do Banco Master, gerou um pedido de desculpas de Sadi e um posicionamento do chefe do Executivo.
“Eu tive uma conversa com um dirigente da Globo para mostrar a irresponsabilidade daquele PowerPoint”, afirmou Lula em entrevista a veículos de esquerda na semana passada.
“Como já fui muito vítima muitas vezes, tive uma conversa muito séria, pois não dá para a gente admitir mais esse tipo de sacanagem, não dá.”
No período em que Andréia Sadi esteve fora do ar, logo após a polêmica, a substituta na função, Marina Franceschini, disse uma frase infeliz ao comentar as diversidades de gênero e racial na missão lunar Artemis II.
“Um homem, um negro e uma mulher.”
As redes sociais interpretaram como uma desumanização do astronauta preto, enxergando “racismo estrutural” ou “racismo inconsciente”.
Sob ataques, a jornalista desativou seu perfil em uma rede social.
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