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O épico engavetado de Lícia Manzo: autora da Globo revela novela favorita nunca produzida

Com enredo histórico que atravessava três gerações, a trama Jogo da Memória é apontada pela própria autora como sua obra mais querida

16 jul 2025 - 15h05
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Lícia Manzo
Lícia Manzo
Foto: Divulgação/Globo / Contigo

Durante uma entrevista no programa As Trabalhadoras do Audiovisual Fluminense, a renomada autora Lícia Manzo surpreendeu ao revelar que sua novela favorita jamais foi exibida. Conhecida por sucessos como A Vida da Gente e Um Lugar ao Sol, Lícia contou que escreveu integralmente a novela Jogo da Memória, mas que o projeto acabou sendo descartado pela TV Globo. "Foi o trabalho que mais nos deu musculatura, mas ficou na gaveta", afirmou, visivelmente emocionada.

A trama se desenvolvia ao longo de um século, começando no início dos anos 1900, em um cenário rural, passando pela década de 1950 em uma cidade do interior, até chegar aos dias atuais em um ambiente urbano. A proposta era construir um retrato íntimo e profundo da ancestralidade, explorando as marcas emocionais que atravessam gerações. Com uma abordagem sensível sobre vínculos familiares, memória e traumas históricos, Jogo da Memória prometia ser uma obra ambiciosa, tanto em estrutura quanto em densidade emocional.

Embora não tenha revelado os motivos exatos para o veto, a autora deixou claro o quanto a história era especial para ela. O caso chama atenção por não ser isolado: diversas novelas já foram recusadas pela emissora, mesmo após aprovação inicial ou com nomes consagrados envolvidos. Casos como o de Glória Perez, com a novela Rosa dos Ventos, também mostram que a Globo, às vezes, opta por não levar ao ar projetos considerados "fora do tom" para o momento editorial da emissora.

A revelação de Lícia Manzo também levanta uma reflexão importante sobre o destino de grandes roteiros que não chegam à produção. Em um cenário de mudanças no consumo audiovisual e expansão das plataformas de streaming, histórias com estrutura de saga, que abordam a passagem do tempo e heranças familiares, ganham cada vez mais espaço e aceitação do público. É possível que Jogo da Memória, engavetada até hoje, ainda tenha chance de encontrar vida fora da grade da TV aberta — quem sabe no Globoplay ou até mesmo em coprodução com alguma plataforma internacional.

A trajetória da novelista mostra que mesmo grandes nomes enfrentam barreiras no universo das telenovelas. No entanto, sua capacidade de desenvolver narrativas sofisticadas e humanas continua sendo um dos maiores trunfos da teledramaturgia brasileira contemporânea.

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