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Novelista diz que quis Nathalia Dill no elenco "de qualquer jeito"

12 abr 2010 - 08h10
(atualizado às 08h11)
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Beatriz Mota e Gabriela Germano
Rio de Janeiro

Elizabeth Jhin está, mais uma vez, envolta em misteriosos acontecimentos. A mineira, que estreou como autora principal em novelas com Eterna Magia - trama sobre bruxas, em 2007 -, volta ao ar nesta segunda-feira (12) com Escrito nas Estrelas. A história vai ainda mais fundo ao "outro lado da vida" e entra na grade tentando manter o trilho da boa audiência de Cama de Gato. Nada que assuste Elizabeth, mulher espiritualizada e cheia de otimismo.

Confira a entrevista:

Em Eterna Magia você trabalhou a temática das bruxas e, agora, vem com espiritismo e vida após a morte. Esses assuntos místicos realmente inspiram você?

É um modo de falar de coisas que às vezes você não consegue entender e nem enxergar, são além da nossa compreensão. Em Eterna Magia, minhas bruxas eram do bem, fadas. E gosto cada vez mais de ver esse outro lado, da espiritualidade. Nessa novela, resolvi ir mais fundo.

E você acha que o público vai se sentir atraído por histórias de outro mundo?

Sim. As pessoas, em geral, querem cuidar da vida espiritual, mas não têm tempo. E pensar nisso não é importante apenas para a vida após a morte, mas para serem felizes agora.

Você é seguidora de alguma religião?

Tenho criação católica. Mas, hoje, não tenho uma religião definida. Estudo muito sobre espiritualidade e tenho me encantado, mas sem me prender.

Qual a diferença entre fazer uma trama espírita e uma trama espiritualizada? Como você tem se inteirado sobre o assunto?

Eu não falo de religião propriamente, mas de espiritualidade, que todo mundo tem. Eu não tenho pretensão de fazer uma novela espírita, que procuraria doutrinar mais. Iria por alguns caminhos que eu não conheço bem e que não me sentiria à vontade em abordar. Comecei a frequentar um centro espírita no Rio, muito eclético, que não tem a intenção de nos converter. Eu vou lá, converso, assisto a palestras que me fazem um bem muito grande.

Qual a sua expectativa em relação ao ibope? Ainda mais chegando depois de Cama de Gato, que foi bem, com média de 25 pontos de audiência?

Pressão por parte da casa não existe. Quero que as pessoas assistam. Tenho esperança que isso aconteça.

Eterna Magia teve certa rejeição. E as novelas, agora, demoram mais para engrenar. Como você lida com essa pressão?

Estou contando com direção e atores maravilhosos. Tem tudo para dar certo. Mas tem as variáveis, o imponderável, e isso não depende da gente. Lido sem angústia, com carinho e vontade. Isso nunca interferiu no meu trabalho. Temos que ter uma meta e persegui-la.

Você escolheu o elenco?

Em alguns casos. Quando eu vi a Nathalia Dill, disse: "Essa eu quero de qualquer jeito". Eu vejo nela uma imagem tão boa, tão intensa, e ela está maravilhosa. Eu também amo a Cássia Kiss, torci muito para que ela topasse fazer.

Você palpitou muito na escolha do céu da novela, de como ia ser o outro mundo?

Eu e Papinha (Rogério Gomes) conversamos muito sobre isso e confiei totalmente na criatividade dele. Adorei as imagens que vi até agora.

Você teme comparações com a novela A Viagem?

Todo mundo lembra. São os mesmos temas e a comparação é inevitável, mas acho bom. Eu gostava muito da Ivani Ribeiro, é uma das autoras que sempre adorei. Vi a primeira versão, o remake e, se passasse de novo, eu veria. Mas não fiz a novela pensando nisso.

E não é muita ousadia matar o mocinho já no primeiro capítulo?

É, gosto de ousar. Matei no primeiro capítulo para não haver aquela comoção: Eu gostava tanto dele... Se ele não morresse, não seria a minha história. Talvez no início isso cause lamento, mas depois as pessoas vão entender o porquê.

Foto: TV Globo / Divulgação
Fonte: O Dia
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