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Vilã de 'Morde & Assopra': precisei controlar meu ímpeto materno

8 out 2011 - 09h38
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GERALDO BESSA

Sempre associada a personagens doces e meigas, como a Carola de Hipertensão, e a Joyce de História de Amor, Carla Marins se mostra feliz em poder diversificar sua carreira com as maldades de Amanda, em Morde & Assopra. Afinal, a personagem é sua primeira vilã clássica na tevê. "Já tive personagens de índoles duvidosas. Mas essa é demais. A Amanda chegou na história para tirar a ordem, provocar o caos", define a atriz, natural de Campos dos Goytacazes, no norte do Rio de Janeiro. Carla falou também sobre a dificuldade de se colocar no lugar da vilã por causa da maternidade. Em uma das primeiras cenas, quando a personagem descobre que o filho está com leucemia, ela pede para o menino não chamá-la de mãe. "Precisei controlar meu ímpeto materno".

O convite para integrar a novela surgiu a partir das alterações provocadas pela baixa audiência inicial da trama. E não poderia ter aparecido em um momento mais oportuno. Já que este ano, Carla completa 25 anos de televisão e volta à Globo, depois de uma breve passagem pelo SBT no ano passado, onde protagonizou Uma Rosa Com Amor.

Na trama de Walcyr Carrasco, Amanda surge para desvendar as mentiras e o passado de Naomi, de Flávia Alessandra. As duas eram amigas, até que Naomi decide raptar o pequeno Rafael, de Henry Fiuk, filho da personagem de Carla. "A Naomi queria dar um golpe no Ícaro, dizendo que o menino é filho dele", explica, referindo-se ao personagem de Mateus Solano. No entanto, com o passar dos capítulos, Amanda mostra-se muito mais malvada do que a ex-amiga. "Ela não tem nenhum sentimento de culpa e quer assumir a vida da Naomi", observa a atriz de 43 anos.

TV Press - Quando você entrou para o elenco de 'Morde & Assopra', a novela já estava há quatro meses no ar. Qual foi sua principal dificuldade?

Carla Marins - Entrei quando todos os atores já estavam com os personagens azeitados. Tive pouquíssimo tempo para descobrir a Amanda e isso aconteceu em cena mesmo. Fiquei bem nervosa, a primeira semana foi muito difícil. Depois tudo fluiu. Aos poucos, fui entendendo a Amanda e tive a oportunidade de reencontrar pessoas que eu já tinha trabalhado.

TV Press - Como foi o convite para fazer esta participação?

Carla Marins - Foi totalmente surpreendente. A produção da novela me ligou e falou que a personagem era uma vilã. Topei na hora. Não tem coisa melhor para um ator do que interpretar um vilão. É ele quem sempre sugere as tramas, monta as intrigas. Logo de cara, o lado materno dela me interessou muito, pois estou passando pelo mesmo momento. No entanto, ela é absolutamente interesseira, oportunista, do tipo que não mede esforços para conseguir o que quer. É difícil dar vazão a isso.

TV Press - Por quê?

Carla Marins - Me colocar no lugar dela é complicado por causa da maternidade. Sou mãe de uma criança de três anos e estou com esse sentimento à flor da pele. Em uma das primeiras cenas, quando a personagem descobre que o filho está com leucemia, ela pede para o menino não chamá-la de mãe. Não podia ter qualquer emoção nessa sequência e precisei controlar meu ímpeto materno.

TV Press - Sua estreia na tevê foi em 'Hipertensão', novela das sete exibida em 1986. 'Morde & Assopra' é sua sétima novela nesta faixa. Qual a característica das tramas deste horário que mais a atrai?

Carla Marins - Gosto dessa mistura entre o drama e a comédia escrachada que a faixa permite. Já experimentei as mais variadas nuances do horário, com novelas que fizeram muito sucesso e outras nem tanto. Desde a mocinha de O Mapa da Mina (de 1993), até a vilã da novela do Walcyr. A equipe está contente com a repercussão de Morde & Assopra. O autor soube driblar os problemas da novela a tempo. A história brinca muito bem com a tristeza e o riso. No mesmo capítulo tem as cenas dramáticas da Flávia Alessandra na prisão e o humor de chanchada na delegacia de Preciosa. É a mistura ideal para o horário.

TV Press - Você emendou trabalhos nas décadas 80 e 90. Nos últimos anos, tem sido mais vista em seriados e participações. Diminuir o ritmo de trabalho foi uma escolha sua?

Carla Marins - O tempo em que fiquei fora do ar ou fazendo trabalhos menores foi importante para provar outras coisas e me reciclar. Tinha muita vontade de cursar uma faculdade, sentia falta desse embasamento para minha profissão. Atualmente, eu faço Teoria do Teatro, na UniRio - Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Também me casei e tive filho, precisei dar uma respirada. E foi muito bom.

Morde & Assopra - Globo, de segunda a sábado, às 19h15.

Foto: Pedro Paulo Figueiredo/Carta Z Notícias / TV Press
Fonte: Terra
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