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Isadora Cruz revela que ainda não consegue recusar papéis e celebra força de Rosa em Guerreiros do Sol: 'Grande presente'

Em entrevista à Contigo! Novelas, Isadora Cruz revelou mais detalhes da importância de seu papel como Rosa em Guerreiros do Sol, novela do Globoplay

8 ago 2025 - 12h36
(atualizado em 8/8/2025 às 09h42)
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Isadora Cruz revela mais detalhes de sua preparação para viver Rosa em Guerreiros do Sol
Isadora Cruz revela mais detalhes de sua preparação para viver Rosa em Guerreiros do Sol
Foto: Reprodução/Globo/Estevam Avellar / Contigo

Protagonista e narradora de Guerreiros do Sol, novela original do Globoplay, Isadora Cruz fala de sua personagem Rosa, exalta a sororidade e a força feminina, além de celebrar a possibilidade de a trama mostrar, com poesia, o que foi e o que poderia ter sido o cangaço, em entrevista à Contigo! Novelas.

Como foi seu encontro com a Rosa?

"Pra mim é sorte, a essa altura da minha carreira, eu ainda não pude dizer não a personagens. Fico feliz de ter tido a oportunidade de interpretar mulheres tão fortes, que estão à frente do seu tempo, que desafiam paradigmas, que quebram estereótipos, buscam sua liberdade, sua própria voz, sua independência. Faz parte do meu propósito de vida contar essas histórias, inspirar mulheres a serem essas mulheres, essas heroínas das suas próprias histórias. E poder interpretar a Rosa foi um grande presente para mim como nordestina, paraibana, que cresci com esse arquétipo da Maria Bonita, da mulher guerreira, forte, que toma conta da sua família, mas que batalha para ter o seu próprio destino. E é muito bonito ter a possibilidade de passar uma nova mensagem para essa geração, porque, em 1920, era uma época que não existia muita sororidade entre as mulheres, isso não era algo comum, as mulheres eram vistas como competidoras, como rivais. Em alguns livros que li, falava que a Maria Bonita, por exemplo, não fazia algumas atividades que as outras mulheres faziam dentro do bando, porque ela se sentia superior por ser a primeira-dama do Cangaço. E na nossa história, não, isso é reescrito de uma forma que passe uma mensagem de sororidade, para gerações que estão por vir, para a juventude que está assistindo à série".

E a novela ainda é narrada pela Rosa, por uma mulher...

"Acho que George Moura e Sergio Goldenberg terem escolhido uma narradora mulher para contar uma história de um universo tão masculino, tão violento, sangrento, colocar uma mulher é realmente buscar um olhar mais sensível para uma história tão animalesca, tão brutal. E para mim isso é um sinal de novos tempos, que a indústria está mudando, que o consumidor está mudando e que agora é interessante ver a vida e ver uma história que aconteceu no nosso país, que é tão autêntica, que o cangaço foi um movimento que não existiu em nenhum outro lugar do mundo, sendo contada por uma mulher".

Saiu diferente desse trabalho? O que mudou?

"Eu acredito que o que mais me atravessou foi a força que o amor tem. A força que o amor tem de atravessar todas as dimensões físicas, temporais, espirituais. O amor é a força mais transformadora do universo. E a nossa série mostra muito isso: que, apesar de muita violência e muito sofrimento, o amor transcende, o amor transforma, o amor repara, o amor perdoa. Então, o que vou levar pelo resto da minha vida é esse amor avassalador, arrebatador que o sertanejo tem pela vida, pela natureza e pela vida das outras pessoas".

Você estudou muito sobre o cangaço. O que te surpreendeu ao se aproximar desse universo?

"Eu achava muito interessante a dicotomia do legado que o Lampião e os cangaceiros deixaram, porque a gente começava a perguntar o que as pessoas achavam de Lampião, de Maria Bonita, do bando e era sempre uma mistura de emoções. Algumas pessoas diziam que Lampião mudou a vida da família deles, que até hoje várias gerações foram afetadas pelo bem que ele fez, pelo quanto que ele pagava bem os serviços que ele contratava, que ele era um homem muito honesto, nobre e de honra. Já outras pessoas não gostavam nem de falar do Lampião, porque ele fez muita coisa na família, que roubou, matou, estuprou. Então existe uma dualidade, que acho que existe em todos os mitos e todas as lendas, que muda de acordo com a pessoa que conta a história. E o lindo da nossa história é que mostra esses dois lados. Não é uma história que a gente mudou para deixar mais bonita, ou para agradar ao público. É uma história que mostra muito do que aconteceu e também tem uma liberdade poética de não ser o nome de Maria Bonita e Lampião. Esse é o grande diferencial. Até hoje nunca existiu nenhuma outra história do cangaço com essa liberdade de a gente poder contar o que o cangaço poderia ter sido, mas também passar uma nova mensagem para as gerações que estão assistindo".

Que mensagem te tocou mais?

"De mais sororidade entre as mulheres, de esperança num futuro melhor, porque foi uma história trágica, brutal, sofrida. Acredito que o mais lindo da nossa novela é que ela tem um olhar poético nesse universo do sertão, do cangaço, do cenário político dessa época de 1920, em que as mulheres estavam lutando pelo seu lugar na política, pela sua independência. Rosa querendo abrir sua própria venda, uma menina de 20 anos querendo abrir o seu negócio, andando de calça quando as mulheres não podiam usar. É muita honra poder interpretar uma mulher à frente do seu tempo, que quebra todos os paradigmas e que inspira a todos. É muito bonito ver essa mulher nesse lugar de poder".

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