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Cláudia Abreu abre o coração sobre retorno às novelas após nove anos: 'Comecei a escutar demais'

Em entrevista à Contigo! Novelas, Cláudia Abreu revelou mais detalhes de seu papel como Filipa em Dona de Mim, novela das sete da Globo

8 ago 2025 - 13h36
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Cláudia Abreu revelou mais detalhes de seu retorno às novelas em Dona de Mim
Cláudia Abreu revelou mais detalhes de seu retorno às novelas em Dona de Mim
Foto: Reprodução/Globo/Léo Rosario / Contigo

Após quase uma década afastada das novelas, Cláudia Abreu retorna aos folhetins como a Filipa, de Dona de Mim. Por meio da personagem da novela das 7 da TV Globo, a atriz debate temas importantes, como a importância de cuidar da saúde mental e maternidade, explica em entrevista à Contigo! Novelas.

Dona de Mim marca seu retorno às novelas após nove anos. O que te fez voltar?

"Desde que entrei para a TV Globo, com 16 anos, sempre gostei de fazer novela, mas, desde a minha última, quis fazer série. É uma época de ouro das séries, eu queria participar disso também. Fiz Desalma, fiz Sutura, fiz cinema. Escrevi e produzi a série Valentins e produzi, que foi também uma experiência incrível. Depois escrevi o meu monólogo Virginia, que esta há dois anos e meio viajando pelo Brasil. Agora acabei de produzir uma nova peça, Os Mambembes, que é uma peça incrível que a gente fez pelas praças do interior do Brasil, a gente fez na rua, abriu o Festival de Curitiba e depois fomos para o teatro. E no meio dessa loucura toda da vida apareceu uma novela. O Allan Fiterman [diretor de Dona de Mim] é um grande amigo, parceiro, já trabalhamos juntos algumas vezes e um convite dele é irresistível. Além de tudo, uma novela escrita pela Rosane Svartman, com quem eu já queria trabalhar. E ao lado do Tony Ramos, que é aquela luz. Brinco que ele é o Al Pacino da televisão. É imperdível estar ao lado dele novamente. E eu já sentia, por essas viagens pelo Brasil todo, porque quando você circula com o teatro, você sai da sua bolha, encontra pessoas depois da peça e sempre falavam: 'A gente quer te ver nas novelas'. Comecei a escutar demais isso e pensei que estava na hora de voltar".

Como descreve a sua personagem?

"Filipa é uma artista, uma pessoa solar, intensa, maior que a vida. Mas ela tem a frustração de não ter tido sucesso como atriz e cantora. Também não teve sucesso como mãe, porque estava sempre tentando a carreira artística e não deu tanta atenção para a filha como deveria. Depois, a Sofia [Elis Cabral], também não se identifica tanto com ela, para vê-la como mãe, madrasta. Então, ela fica sempre achando que não é validada de alguma maneira. Talvez não seja validada também pelo desequilíbrio de humor que ela tem. Isso foi uma das coisas que achei mais interessante de voltar a fazer novela, porque era para discutir também saúde mental. Não se trata só de voltar e fazer uma personagem divertida, alegre, mas que também fica deprimida, agressiva. É poder ajudar o público a falar um pouco mais sobe o transtorno de humor. Porque acho que isso é muito comum, às vezes é em maior grau, em menor grau, mas existe muita gente, a gente conhece alguém na própria família ou amigos, ou alguém próximo que tem um transtorno de humor. E é muito interessante poder prestar esse serviço para o público também, para que se identifiquem, procurem um diagnóstico, procurem se cuidar ou cuidar de alguém próximo. Novela tem um alcance tão abrangente, que poder fazer um bem social além do entretenimento é muito bom".

Como se preparou para abordar a questão da saúde mental da Filipa?

"Vi vários filmes, tem um documentário da Nina Simone, no Netflix, que é impressionante. A filha falando que ela estava muito bem, brincando na sala, de repente a mãe virava outra pessoa. A pessoa vira o humor. Aos poucos, isso vai ser discutido na novela, como uma instabilidade emocional, uma instabilidade de humor, uma frustração também pessoal podem deixar você nesses altos e baixos e como as pessoas podem se ajudar de alguma maneira".

Como você cuida da sua saúde mental?

"A gente tem que ter uma alegria de viver. A vida tem altos e baixos para todo mundo, todo mundo tem dificuldades. É uma mentira dizer que está tudo lindo, maravilhoso. Mas tudo é a maneira como você encara a vida. Se você ficar para baixo, acho que você não ajuda. A positividade é o que te bota para frente. Então é isso, é a positividade, leitura, filmes, boas amizades, boas viagens, bom sono, se cuidar mesmo".

Sua personagem tem o nome parecido com o de uma das suas filhas. Foi coincidência?

"Achei uma coincidência tão grande quando falaram que além de tudo era Filipa. Tenho uma filha cantora, a Maria, e uma filha Felipa. É uma junção".

Você é mãe de Maria, Felipa, José Joaquim, Pedro Henrique e tem uma ótima relação com eles. Como é para uma mãe de sucesso interpretar uma que ainda está se encontrando?

"Ah, mas de sucesso eles que vão falar, né? Como eu vou saber? [risos] Eu, de fato, me dedico muito a eles, mas acho que não existe isso. Você tem sempre que trabalhar isso, é uma luta diária para você cuidar. Agora na adolescência, na vida adulta, você acha que o mais difícil é com eles pequenos, não, é difícil maiores também. Cada fase é um desafio muito grande, mas eu adoro ser mãe".

E quando vai trabalhar, bate aquela culpa por deixá-los?

"Ah, todo mundo tem, né? Mas sei que eles têm bastante mãe dentro deles, porque o tempo livre é deles. Por mais que eu trabalhe muito, eles sabem, e também levo muito eles comigo. Fui fazer a peça em Fortaleza e levei todos para o Beach Park, cheguei lá com meu arrastão [risos]. Então, podendo estar com eles o tempo inteiro, eu não tenho essa culpa de não me dedicar. É porque você sempre acha que pode mais, não só na maternidade, é da gente achar que sempre pode fazer mais".

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