Bel Kutner analisa sua psicóloga Virgínia em 'Escrito nas Estrelas'
- Mariana Trigo
- Direto do Rio
A tranquilidade de Bel Kutner se moldou com perfeição na composição da psicóloga Virgínia, em Escrito nas Estrelas, da Globo. Com uma voz suave e detalhando características bem subjetivas da personagem - como sua serenidade ao lidar com os pacientes da clínica de Dr. Ricardo, de Humberto Martins -, a personagem transita por assuntos muito familiares para esta carioca que está prestes a completar 40 anos de idade. Além de ter feito terapia por anos a fio, Bel cresceu num ambiente familiar onde tudo era muito discutido e analisado, até as inúmeras religiões. "Li ainda na infância sobre a vida após a morte, que é abordada na novela. Conheço todos os livros de Allan Kardec", ressaltou.
Filha dos atores Dina Sfat e Paulo José, a atriz também começou a conviver muito cedo com o palco e as telas. Fez diversas participações desde criança em trabalhos dos pais, até começar a fazer novelas em papéis maiores e se destacar em Vamp, de Antônio Calmon, em 1991, como a ousada Scarlet. "Essa carreira sempre foi muito forte para mim. Quando meus pais precisavam de uma criança em cena, me pegavam em casa. Tudo era uma delícia. Era uma brincadeira com regras", recordou.
Nome: Isabel Kutner de Souza.
Nascimento: Em 27 de maio de 1970, no Rio de Janeiro.
Primeiro trabalho na TV: Uma participação em Os Amores de Castro Alves, um episódio de Caso Especial, exibido em 1978, na Globo.
Atuação inesquecível: Na minha primeira novela, Bebê a Bordo. Interpretava minha mãe jovem nos flashbacks. Esta foi a última novela em que atuou Dina Sfat, mãe da atriz.
Interpretação memorável: Meu pai, Paulo José, no filme Quincas Berro D'Água. O longa, inspirado na obra de Jorge Amado, foi dirigido por Sérgio Machado.
Momento marcante na carreira: Quando atuei em Vamp como a Scarlet.
Ao que gosta de assistir: Séries americanas, como Mad Men.
Ao que nunca assistiria: Leilão de joias.
O que falta na televisão: Nada. Tem programas para todos os gostos.
O que sobra na televisão: Violência gratuita.
Ator: Jack Nicholson.
Atriz: Meryl Streep.
Com quem gostaria de contracenar: Com o Ari França, que está na novela comigo.
Se não fosse atriz, seria: Veterinária.
Novela preferida: O Dono do Mundo, de Gilberto Braga.
Cena inesquecível na TV: A morte de Odete Roitman, personagem de Beatriz Segall em Vale Tudo.
Melhor abertura de novela: O Astro, de Janete Clair.
Canção inesquecível de trilha sonora: Toda a trilha de O Bem Amado.
Vilão: Renata Sorrah como a Nazaré de Senhora do Destino, de Aguinaldo Silva.
Papel que mais teve retorno do público: A Amelinha, de A Favorita.
Que novela gostaria que fosse reprisada: Dancin' Days, de Gilberto Braga.
Que papel gostaria de representar: A rainha má de A Branca de Neve.
Par romântico inesquecível: Tarcísio Meira e Glória Menezes, sempre!
Com quem gostaria de fazer par romântico: Patrick Dempsey.
Filme: Macunaíma, de Joaquim Pedro de Andrade, baseado na obra homônima de Mário de Andrade. O longa foi protagonizado pelo pai da atriz, Paulo José.
Livro de cabeceira: Os sete volumes de Em Busca do Tempo Perdido, de Marcel Proust.
Autor: Clarice Lispector.
Diretor: Miguel Falabella.
Vexame: Sempre troco os nomes das pessoas.
Mania: De fazer bolos na madrugada.
Medo: Da violência.
Projeto: Uma casa no campo.