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Ator diz que não queria ser o novo Tonho da Lua em 'Avenida Brasil'

23 jul 2012 - 15h21
(atualizado às 15h28)
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Geraldo Bessa

Juliano Cazarré encara o trabalho na TV sem deslumbres. Em sua segunda incursão pelo horário nobre - depois da estreia em Insensato Coração, de 2011 -, o intérprete do ingênuo Adalto de Avenida Brasil quer mesmo é mostrar serviço. "Levo a sério, estudo e me dedico. Mas sei que minha carreira não pode ser baseada apenas na TV. Manter minhas experiências no cinema, teatro e literatura é essencial", enfatizou. Satisfeito com a repercussão de seu personagem na atual novela das 21h, Juliano acredita que o apelo popular do papel reside na mistura exata de doçura e ignorância, que foi destacada pelo envolvimento de Adalto com Muricy, de Eliane Giardini. "Meu personagem está dentro de um núcleo carregado de vilões e pessoas que se acham espertas. Sem estudo e qualquer elegância, ele se tornou o contraponto e ganhou a simpatia do público", analisou o ator de 32 anos.

Gaúcho de Pelotas, mas criado em Brasília, Juliano passou alguns anos dedicando-se apenas ao teatro e ao cinema independente. A estreia na TV foi na ousada Alice, da HBO, exibida em 2007. "É um bom cartão de visitas", valorizou o ator, que atualmente, vive em exposição máxima. Além da novela de João Emanuel Carneiro, ele está envolvido no lançamento dos filmes A Febre do Rato, de Cláudio Assis, e 360, de Fernando Meirelles, onde atua ao lado de Rachel Weisz e Jude Law. E ainda prepara-se para o lançamento nacional de seu primeiro livro: Janelas, uma compilação de poesias. "Escrever foi a primeira forma que encontrei para me expressar. O livro fala sobre as janelas que nos rondam, como o cinema, o olhar", filosofou.

Sua estreia em novelas foi em Insensato Coração, em 2011. Aceitar o convite para Avenida Brasil é uma forma de mostrar que a televisão é o atual foco da sua carreira?

Estou retribuindo a atenção que recebo. Atualmente, é onde me são oferecidas as melhores condições de trabalho, personagens diferentes e bons textos. E tudo é feito com um rigor técnico muito grande. Não acho que tenha investido tanto na televisão. Fui atrás de emprego e algo especial aconteceu. Apesar de pequeno, meu personagem na novela anterior, além de algumas participações em seriados, fizeram com que algumas pessoas prestassem atenção no meu trabalho.

Assim como o Adalto, o Ismael, seu personagem em Insensato Coração, também se envolvia com uma mulher mais velha. Ficou com receio de se repetir ao encarar um papel com características semelhantes?

Aceitei o convite sem saber muita coisa sobre o papel. Logo que conversei com a direção sobre o Adalto, vi que a ligação entre os personagens ficaria apenas nesse envolvimento com uma mulher madura. O Ismael era um "bad boy", tinha uma relação totalmente carnal com a Eunice (Deborah Evelyn), bem diferente da paixão quase pueril do Adalto pela Muricy. Ter essa outra abordagem na relação dos personagens me deixou tranquilo. Não queria outro papel com forte apelo sexual.

Seu personagem é um completo "bobão". Durante a preparação para a novela, você teve algum cuidado para que ele não caísse no estereótipo e ficasse crível?

Pelas características do personagem na sinopse, existia um grande risco de ficar ridículo. Ainda nos ensaios e gravações iniciais, fui equalizando o tom introspectivo e ingênuo do Adalto para que ele não ficasse muito fora do real. Não queria que ele virasse uma versão atualizada do Tonho da Lua (de Mulheres de Areia). E, engraçado, outro dia estava assistindo à novela e analisando a voz, o olhar e o gestual que empresto ao papel. Vi que tinha encontrado um ponto bem adequado para o Adalto.

Como assim?

A junção do texto, com o olhar vazio e a movimentação contida fazem ele ficar exatamente como eu quero. Com cara de burro, um sujeito intelectualmente limitado, mas carismático, bondoso e querido.

Além do trabalho em Avenida Brasil, você está envolvido na divulgação de A Febre do Rato, do diretor Cláudio Assis, e de 360, produção internacional dirigida por Fernando Meirelles. Essa diversidade de trabalhos é intencional ou simplesmente acontece?

Procurar novas experiências e trabalhos opostos entre si é um exercício fundamental para qualquer ator. É algo que me motiva. A Febre do Rato é "rock and roll" total, uma história forte sobre sexo, drogas e violência no Nordeste brasileiro. Enquanto 360 aborda relacionamentos e desencontros de forma internacional. Não quero ser o ator marginal que só faz filmes doidos e "cabeças", nem o cara das novelas, que só faz o que é cômodo e controlado. Gosto de ter a possibilidade de variar, criar com outras equipes, superar os limite da experimentação, mas sentir o carinho da popularidade.

Avenida Brasil - Segunda a sábado, às 21h, na Globo.

Juliano Cazarré interpreta o Adalto em 'Avenida Brasil'
Juliano Cazarré interpreta o Adalto em 'Avenida Brasil'
Foto: Pedro Paulo Figueiredo / Carta Z Notícias / TV Press
Fonte: TV Press
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