Atriz de Roque Santeiro morreu aos 59 anos após esconder câncer da família
Conhecida por grandes papéis na televisão, uma atriz de Roque Santeiro parou o tratamento e escondeu o câncer de mama da família, morrendo aos 59 anos
Uma atriz fez grandes papéis e marcou a televisão com sua presença e papéis grandiosos, como em Roque Santeiro. Ela teve câncer de mama e morreu em 2012 aos 59 anos, após optar por esconder a doença da família e parar o tratamento contra o tumor. Trata-se da intéprete de Efigênia Limeira, Regina Maria Dourado.
Ela nasceu em Irecê, na Bahia, e começou sua carreira aos 15 anos, na Companhia Baiana de Comédias. A atriz também estudava canto e dança e, em sua trajetória artística, participou do Grupo de Dança Contemporânea da Universidade Federal da Bahia, do Coral Ars Livre e do Grupo Zambo.
Regina só estreou na televisão com o especial A Morte e A Morte de Quincar Berro D'água em 1978. Em 1979, ela foi escalada para a novela Pai Herói e entrou em uma sequência de sucessos com Cavalo Amarelo e Rosa Baiana. Em 1992, se destacou com a personagem Lara Sereno em Pão Pão, Beijo Beijo.
Ao longo da carreira, trabalhou em mais de 20 novelas, como Renascer, Explode Coração, Esperança e América. Seu último papel foi no sucesso da Record de 2007, Caminhos do Coração - que deu início a saga Mutantes. No cinema, atuou em Baiano Fantasma, Corpo em Delito e No Coração dos Deuses. Regina também participou, em 2011 e 2012, em uma montagem teatral de Paixão de Cristo, em Salvador, como Virgem Maria.
Despedida
Regina recebeu o diagnóstico de câncer de mama em 2003, no seio direito. Sete anos depois, o seio esquerdo acabou comprometido pelo tumor. Ela foi internada em 20 de outubro de 2012, devido as complicações. A metástase atingiu a medula óssea e ela acabou morrendo dias depois, em 27 de outubro de 2012, em Salvador.
Em entrevista à CARAS Brasil, o irmão da atriz, Oscar Dourado, revelou que ela escondeu o diagnóstico da família: "Ela era uma mulher muito forte e nunca queria preocupar a família. Quando perguntávamos sobre como ela estava, ela dizia que estava bem, sempre escondia qualquer fragilidade. Ela é um exemplo de força e de independência. Foi independente financeiramente, foi bem realizada profissionalmente, no teatro, na televisão, no cinema... Teve uma vida feliz como mãe, com a família. Portanto, merece muito amor e carinho neste delicado momento".
Em outra fala da entrevista realizada pelo veículo, ele revelou que ela parou o tratamento e falou sobre o motivo:"A morte é decorrência da vida e ela sabia que estava abreviando a vida ao parar com o tratamento. Quando soube da situação, preferiu viver a vida com prazer e não se rendeu à covardia para viver um pouco mais".