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"Nossa profissão é instabilidade pura", diz Begônia de 'Avenida Brasil'

2 set 2012 - 16h28
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LARISSA MOGGI

Desde quando brincava pelas ruas de São Paulo na infância, Carol Abras, com perfil extrovertido e comunicativo, já sabia que seguiria a carreira artística. Mas o que a intérprete da dependente química Begônia, irmã e confidente da protagonista Nina (Débora Falabella), em Avenida Brasil, não podia imaginar, era que, aos 25 anos, já teria uma trajetória de seis novelas, seis filmes, peças, além de diversos prêmios no cinema.

Entre eles, está o de melhor atriz pela atuação no longa Se Nada Mais Der Certo, no Festival do Rio, em 2008. Ao longo do tempo, os trabalhos realizados amadureceram a atriz paulistana e lhe deram consciência em relação à carreira. "Nossa profissão é instabilidade pura. Ansiedade é natural, seja por um filme que é adiado, ou quando ficamos sem trabalhar. Tudo isso a gente dribla", assegura ela.

Recentemente, Begônia foi afastada da trama das nove e retornou quase seis meses depois, no clímax do folhetim. "Foi adrenalina pura. Mas foi ótimo para a minha personagem chegar nesse período em que tudo estava sendo refeito. Para entrar no ritmo, estive sempre atenta ao desenrolar da trama", revela.

Na história de João Emanuel Carneiro, Carol vive uma personagem de um universo aposto ao de sua realidade. Para encarar o papel de viciada, ela quis conhecer de perto a complexidade da situação. "Fui a clínicas de reabilitação, conversei com jovens e vi filmes que abordam o assunto", enumera. Quanto ao espanhol, outra particularidade de Begônia, Carol não teve dificuldades: "falo espanhol desde pequena".

Mesmo tendo ficado afastada para tentar largar as drogas, há indícios de que Begônia possa ter uma recaída. "Houve cenas em que ela apareceu com drogas. Então, acho que existe a possibilidade, mesmo sendo uma coisa incerta", acredita. Na trama, tem sido frequente os próprios atores não saberem os rumos que terão os personagens. Segundo a atriz, a curiosidade está também dentro dos sets de gravação. "Assistimos a novela com a mesma curiosidade do espectador", ressalta.

Animada com o papel atual, Carol admite que não esperava tanta repercussão. "Como é um personagem próximo à protagonista, deu para sentir que seria algo interessante, mas não imaginava que teria um retorno tão grande", anima-se. Extrovertida e comunicativa, a atriz comemora a fase e revela que tem sonhos de um dia escrever e dirigir uma história. Como costuma dizer, pretende continuar "seguindo o fluxo" de sua vida. "É claro que existem planos de ampliar esse leque de possibilidades. Mas, para mim, a grande sabedoria da vida é respeitar o fluxo. Um passo de cada vez", pondera.

Antes de dar vida a Begônia, Carol já tinha contracenado com alguns atores da trama, como Adriana Esteves e Cauã Reymond. Com a intérprete da polêmica Carminha, a atriz atuou na pele da vilã Tânia, em Morde & Assopra, seu último folhetim antes de entrar em Avenida Brasil. Apesar de ter tido bom o retorno do público, não foi tão intenso quanto o momento em que vive agora. Já com Cauã, a atriz contracenou no filme de José Eduardo Belmonte, Se Nada Mais Der Certo.

Na produção, Carol teve de transformar o visual para viver a traficante Marcin. Os traços masculinizados da personagem a fizeram passar do cabelo longo para o "joãozinho". Nessas horas, ela reconhece que a vaidade tem de ficar de lado e afirma que encara qualquer personagem, sem pudores. "Quando você se interessa em contar uma história, não há nada que faça negar a mudar a aparência", potencializa. Com sede de trabalho, ela já tem planos para depois da novela: "vou fazer outro filme do Belmonte", conta.

Foto: Luiza Dantas / Carta Z Notícias / Divulgação
Fonte: TV Press
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