‘Não vejo egocentrismo’, diz ex-paquita sobre comentário de Bárbara Borges sobre Xuxa
Segundo Bárbara, a Rainha dos Baixinhos foi ‘omissa e egocêntrica’
A ex-paquita Ana Paula Almeida, a Pituxita, disse que discorda dos comentários feitos por Bárbara Borges. Em um desabafo nas redes sociais, a ex-participante do grupo afirmou que Xuxa foi “omissa e egocêntrica” em relação ao relacionamento entre Marlene Mattos e as Paquitas.
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“Eu discordo. Respeito a Bárbara e respeito o desabafo dela. Todo mundo tem o direito de pensar e de falar, de enxergar da forma que quer. Não sei se é porque eu convivi muito com a Xuxa, de morar junto, de tá agarrada. Ela [Xuxa] fazia parte de tudo isso. Ela tava no mesmo bolo, ela estava tão cega quanto a gente”, explicou.
Durante participação no programa Sala de TV, do Terra, nesta quarta-feira, 25, Ana Paula comentou que, na opinião dela, Xuxa foi muito cuidadosa com ela e com as colegas. “Quando eu chorava, sofria alguma coisa, ela me acolhia. Ela me levava lá pra prainha, despistava os seguranças e tentava ser uma psicóloga minha. Eu não vejo egocentrismo nessa parte porque comigo e com outras que eu vi, se você fosse a ela… O problema é que não chegava nela”, contou.
“Ela [Xuxa] se prontificava, quando a gente vinha até ela, de ajudar. O que a Bárbara quis dizer ali, na minha opinião, ela generalizou: ‘Ela [Xuxa] viu tudo aquilo ali e deixa eu ficar na minha’. Só que muita coisa ela não viu, e é isso que as pessoas têm que entender”, destacou.
O Sala de TV vai ao ar às quartas-feiras, às 15h, ao vivo na home do Terra, no Youtube e nas redes sociais do Terra.
Veja o que Bárbara Borges disse na íntegra
"Eu fui muito fã das paquitas, eu fui uma paquita e eu vi meninas sendo paquitas depois de mim. Eu vivi a realização do meu sonho de infância de ficar ao lado da Xuxa e fazer parte desse mundo encantado da minha fada madrinha aos 16 anos. Eu vivi as dores e as delícias da realidade desse sonho e sempre busquei transformar e curar.
Hoje, 29 anos depois, foi lançado o documentário ‘Pra Sempre Paquitas’ que está disponível pela Globoplay. Ontem eu acabei de ver e preciso compartilhar com vocês o meu sentir…no final do 4º episódio eu tive uma crise de choro forte e sentida…eu senti muito a dor das Paquitas, de todas as meninas que eu vi na TV e eram referência pra mim, que eram tudo o que eu queria ser…eu compreendi muito o que foi aquele momento…senti muito por elas e senti muito também por mim e pelas meninas do meu grupo, minhas irmãzinhas da Nova Geração e as meninas da Geração 2000.
Ao mesmo tempo, veio a compreensão que o documentário explorou e se aprofundou muito nas questões difíceis e traumáticas daquela geração específica e ainda que tenhamos compartilhado as funções e responsabilidades de ser paquita, as dores e delícias da minha geração foram diferentes das outras gerações. Chegamos num momento em que Marlene fez seus ajustes para melhorar seu comportamento (não sofremos o mesmo que a geração anterior) e Xuxa seguiu na sua omissão, cegueira e egocentrismo. São muitas histórias dentro de uma mesma história.
Por isso, um episódio apenas para mostrar as Paquitas Nova Geração e Paquitas Geração 2000 e ainda com o encontro no ônibus para a participação no Altas Horas não da para se aprofundar e explorar o que vivemos, o que fomos em termos de grupo naquela época, naquele contexto, e muito menos para as questões difíceis e traumáticas que também vivemos. Não tivemos o mesmo “colocar os pingos nos is” com a pessoa chave desse sonho: a Xuxa.
E já digo logo para quem quiser distorcer: não estou criticando, é apenas a minha constatação sobre o grupo que eu participei e pelas meninas da Geração 2000. Eu gostei muito do documentário, me emocionei revendo a história desse fenômeno que foi ser paquita, do início ao fim.
Eu agradeço muito o carinho e gentileza da Catu e de toda equipe comigo. Eu aplaudo muito todas!!! Todo meu amor, respeito e admiração por cada uma!! E como uma integrante das Paquitas Nova Geração eu digo que a amizade que construímos é muito valiosa pra mim! Nós sabemos o que vivemos, nós conquistamos nosso espaço com muita resiliência!
Andrezza, Bárbara, Caren, Diane, Gisele, Graziela e Vanessa…que grupo de meninas incríveis eu fiz parte, eu amo vocês! Agradeço muito aos nossos fãs por todo amor que recebemos até hoje!!
E pra finalizar, pra Marlene e Xuxa: vocês duas são muito importantes na história da minha vida. Aprendi muito de quem eu sou através de vocês! Foram anos de terapia, foram anos pra me libertar da fantasia e da idealização. Eu enxergo vocês com meu coração, eu tenho vocês no meu coração, já perdoei vocês e sou muito grata por tudo.
ME LIBERTO DO MEDO. Talvez você não me compreenda, só peço que me respeite”.
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