Na reta final, Babilônia vira 'Dona Regina e seus três maridos'
No clássico 'Dona Flor e Seus Dois Maridos' (livro de Jorge Amado adaptado para filme, peças e minissérie na Globo), a famosa cozinheira era obrigada a lidar com um marido vivo, o farmacêutico conservador Teodoro, e um marido morto, o malandro sedutor Vadinho.
O atual momento da personagem Regina (Camila Pitanga) em 'Babilônia' parece saído daquela criação surreal.
Ela está sempre cercada pelo atual namorado, Carlos Alberto (Marcos Pasquim), o recente ex-namorado e por quem é realmente apaixonada, Vinícius (Thiago Fragoso), e o 'falecido', o antigo ex-namorado Luís Fernando (Gabriel Braga Nunes). Dona Regina e seus três quase maridos.
No capítulo de sábado (15), eles disputaram a atenção de Regina numa cena no apartamento dela. Esse quarteto afetivo, ainda que pareça inverossímil, salvou a trama da protagonista.
Antes neurastênica, agora ela tem até momentos de ternura e bom humor involuntário quando está na presença conflituosa de seus três homens.
Para que a heroína fique, enfim, com Vinícius, os autores decidiram sacrificar Carlos Alberto. O instrutor de saltos ornamentos vai morrer para salvar a amada, atingido pelo tiro direcionado a Regina — mais uma morte na conta de Beatriz (Gloria Pires).
Vale destacar a transformação do relacionamento de Regina com o ex-marido. A ojeriza temperada com mágoa virou uma quase amizade.
O ex se faz onipresente na vida dela e tem sido uma espécie de anjo da guarda ao ajudá-la a cuidar da filha de ambos, Júlia (Sabrina Nonata).
Ibope maior, mas insuficiente
Nos últimos dias, 'Babilônia' apresentou expressiva reação de audiência. Chegou a marcar 29 pontos de média. Mas os 132 capítulos exibidos até aqui registram índice geral bem menor, 25 pontos.
É quase a mesma média parcial da atual novela das 19h, 'I Love Paraisópolis', que está com 24 pontos até o momento (84 capítulos).
Os autores de 'Babilônia' conseguiram resgatar a personagem Regina do limbo. Porém não têm mais tempo de tirar da novela o rótulo de folhetim das 21h da Globo com pior ibope ao longo dos 50 anos da emissora.
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