Na pele da paródia de Carminha, atriz tem medo de "dar branco"
- MARIANA TRIGO
As feições de moleca e o corpo esguio de 1,73 m de altura de Rafaella Guarany em nada se assemelham ao biotipo de Adriana Esteves. No entanto, meses atrás, Rafaella passou pelo corredor da TV Globo e encontrou com o diretor geral do humorístico Zorra Total, onde a atriz carioca de 33 anos costuma interpretar diversos personagens desde 2002.
"Ele me parou e disse: 'você quer fazer a Carminha no Zorra? Segura a onda?' Sem pensar, respondi: 'lógico!'. Mas tive muito medo", lembra a atriz, que tem interpretado a sátira da vilã no humorístico semanal, além de suas habituais participações no infantil A Turma do Didi.
Para a composição da personagem em tom de humor, Rafaella, que mora em Vargem Grande, bem pertinho do Projac, na zona oeste do Rio, precisou apenas aguçar sua percepção. "Assisti às cenas com mais atenção, reparando bem nos trejeitos e na forma de ela falar, que é o mais difícil, porque tenho voz grave e a da Adriana é mais fininha", compara a atriz, que estreou na Globo na pele enrugada de uma bruxa muda no infantil Caça Talentos, há 16 anos.
De lá para cá, acumulou experiência em tramas na emissora e na TV Record. Atuou em novelas como Malhação e Poder Paralelo - na TV Record -, mas ficou conhecida mesmo nas campanhas de merchandising do Big Brother Brasil. "Sempre trabalhei como modelo, faço dublagens, teatro e ainda tenho uma banda", contou Rafaella, que é filha de mãe baiana e pai petropolitano.
Nome: Rafaella Cardona de Oliveira Guarany Chaves
Nascimento: 12 de setembro de 1979, no Rio de Janeiro
Primeiro trabalho na TV: Caça Talentos, na TV Globo, em 1996
Atuação inesquecível: "quando vivi a Karen, na peça Férias de Verão, de Claudio Althiery"
Momento marcante: "interpretar a Verinha Fontoura em Poder Paralelo, na Record"
A que gosta de assistir: novelas, filmes e séries
A que nunca assistiria: programas apelativos e sensacionalistas
O que falta na televisão: programas infantis
O que sobra na televisão: "boas novelas"
Ator: Tony Ramos
Atriz: Glória Pires
Com quem gostaria de contracenar: "com qualquer um dos dois atores acima"
Se não fosse atriz, seria: chefe de cozinha
Novela: A Favorita, de João Emanuel Carneiro
Programa de humor: Viva o Gordo, exibido de 1981 a 1987, na TV Globo
Humorista: "Meu amigo Leandro Hassun"
Apresentador de TV: Luciano Huck
Cena inesquecível na TV: Carolina Dieckmann, como Camila, raspando a cabeça em Laços de Família, de Manoel Carlos
Melhor abertura de novela: "gosto da maioria das aberturas das novelas do Manoel Carlos"
Canção inesquecível de trilha sonora: "adoro todas as trilhas românticas na voz da Ivete Sangalo"
Vilão: Flora, de A Favorita, vivida por Patrícia Pillar
Personagem mais difícil de compor: "a minha primeira, a Ágatha, de Caça Talentos. Era uma bruxa que comia ratos e ainda por cima era muda"
Papel que mais teve retorno do público: "as minhas aparições no Big Brother Brasil, nos sorteios e entrega de prêmios"
Melhor bordão da TV: "não é brinquedo não", da Dona Jura, personagem da Solange Couto em O Clone
Que novela gostaria que fosse reprisada: Páginas da Vida, de Maneco
Que papel gostaria de representar: "os que têm boa construção de personagem e que são completamente diferentes de mim"
Par romântico: Matteo e Giuliana, de Thiago Lacerda e Ana Paula Arósio, em Terra Nostra, de Benedito Ruy Barbosa
Com quem gostaria de fazer par romântico: Matheus Solano
Filme: Dirty Dancing, de Emile Ardolino, e Ghost, de Jerry Zucker
Livro de cabeceira: "os da Zíbia Gasparetto"
Autor: Zíbia Gasparetto
Diretor: Jorge Fernando
Mania: "pegar meu texto e separar as frases e intenções de falas com marcas no texto e setas para cima e para baixo, dependendo do tom que quero dar à personagem"
Medo: "de um dia dar aquele 'branco' na hora de gravar"
Projeto: "atuar em muitas novelas e filmes"