Morena Baccarin diz que ser brasileiro nos EUA "é chique"
- Thyago Furtado
- Direto de São Paulo
A atriz Morena Baccarin ficou conhecida mundialmente em 2010 ao dar vida à protagonista da série de ficção científica V. O seriado não sobreviveu a mais de duas temporadas, mas seu talento logo lhe rendeu outras oportunidades e, por sorte, ela acabou ingressando no elenco da nova série da Fox, Homeland, que estreia no País no próximo sábado (4), às 22h, pelo canal a cabo FX. Em entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira (29), no Hotel Grand Hyatt, em São Paulo, ela falou como é fazer parte do elenco série.
"Foi o papel certo, na hora certa", disse Morena, brasileira radicada nos Estados Unidos, onde vive há 25 anos. Questionada se o fato de nascer no Brasil faz alguma diferença na hora de fazer testes, ela brincou: "ser brasileiro é chique".
No País para promover Homeland, Morena explicou como se preparou para o papel de Jéssica, mulher do suspeito sargento Nicholas Brody (Damian Lewis), que retorna a sua casa como herói após passar oito anos confinado pelo inimigo da rede terrorista Al Qaeda. "Tive pouco tempo, mas procurei online grupos de mulheres de soldados que estavam na guerra", contou.
Nos Estados Unidos, a série estreou em outubro de 2011 e já é considerada a melhor da fornada. Dos mesmos produtores executivos de 24 horas, Homeland conta a história da agente da CIA Carrie Mathison (Claire Danes), que desconfia da história contada por Brody quando é resgatado e acredita que ele tenha mudado de lado e que possa colocar a segurança nacional em risco. O show é uma adaptação da série israelense Prisoner Of Wars.
"Só que não focamos tanto na guerra, mas sim na família. Como elas lidam com o fato de ter uma pessoa na guerra, que volta depois de um trauma tão grande". Morena contou como foi a experiência de vivenciar o ataque de 11 de Setembro e disse que a tragédia foi um "bom" sinal para os Estados Unidos acordarem.
"Eles precisavam saber que existia uma vulnerabilidade. Vivemos por muito tempo com medo, mas você acaba percebendo que tem que seguir em frente com a vida. Todo mundo se uniu muito nessa época", relembrou. De acordo com ela, a série trata de um tema parecido, mas os países que não viveram isso também podem se identificar de alguma forma com a trama. "A história trata desde guerra até bipolaridade e não tem medo de abordar tópicos mais vulneráveis".
Ganhadora de dois Globos de Ouro nas categorias de Melhor Série Dramática e Melhor Atriz em Série Dramática para Claire Danes, a série já teve a sua segunda temporada confirmada. "Começaremos a gravar em maio na Carolina do Norte (EUA) e algumas cenas no Iraque", disse Morena.
No entanto, a trama do segundo ano não deve ter muito fôlego, já que o seu desenrolar precisa ser ágil para que o público não perca o interesse. "Vocês vão ver muito já na primeira temporada. Não dá para segurar as surpresas. Então não é frustrante. É um tipo de série que não dura muito tempo", afirmou.
O lado tropical
Morena comemorou o Carnaval em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, mas afirmou que não conseguiu dar muita atenção aos programas brasileiros, mas que adoraria fazer algo no País. "Surgiram alguns convites, mas, por causa da agenda, não consegui fazer. Mas tenho algo para esse ano e estou com os dedos cruzados para que dê certo".
A atriz volta em breve aos EUA, onde, de acordo com ela, falta o calor humano. "Toda vez que volto para cá, uma parte de mim acorda. E eu gostaria de levar isso comigo quando vou embora. Adoro a comida brasileira. Sinto falta do calor humano, da música".
Morena ainda fará uma ponta na série The Good Wife em março e começará a gravar o filme Old Days (sem previsão de estreia), uma comédia dirigida por Michael Rosenbaum, o Lex Luthor de Smallville.