'Me machuquei de verdade. Fiquei marcado, mas não senti dor física': há 28 anos, Rodrigo Santoro errou na mão ao gravar cena de surra com chicote para série com Ana Paula Arósio
Rodrigo Santoro celebra 51 anos. Em 1998, na pele do Frei Malthus em 'Hilda Furacão', ator viveu cena de autopunição que o marcou profundamente. Descubra os detalhes!
Em 1998, Rodrigo Santoro viveu um dos papéis mais intensos de sua carreira como o Frei Malthus na minissérie "Hilda Furacão". Ao interpretar o religioso que se apaixona pela prostituta vivida por Ana Paula Arósio, o ator se machucou de verdade ao gravar uma cena de autoflagelação com chicote. Totalmente imerso no personagem após intensa preparação religiosa, Santoro relatou na época que ficou com marcas físicas, mas que a forte carga emocional da autopunição superou qualquer dor física.
Completando 51 anos neste sábado (22), Rodrigo Santoro deu vida há 28 anos a um dos personagens mais marcantes da carreira. Em 1998, o ator interpretou Malthus, jovem amigo de Roberto (Danton Mello) e Aramel (Thiago Lacerda) na minissérie de época "Hilda Furacão", que marcou a estreia de Ana Paula Arósio na Globo antes da atriz ser alvo de disputa com o SBT.
Ao longo da história ambientada em Belo Horizonte, capital mineira, nos anos 1950, o rapaz criado para seguir a vida religiosa como frei conhece Hilda (personagem da atriz) e se apaixona pela prostituta. Como forma de se castigar por se deixar levar pelos prazeres mundanos, Malthus aplica em si mesmo uma surra de chicote.
Acontece que Santoro errou na mão e acabou se machucando. "Mergulhei nesse personagem e chorei em vários momentos. Chegava em casa esvaído. A cena da autopunição foi a que me exigiu mais. Eu me machuquei de verdade. Fiquei marcado, mas não senti dor física. Digo física porque, internamente, de tanta emoção, estava dolorido", afirmou ao jornal "O Globo" de junho de 1998.
Santoro se entregou a personagem frei: idas à igreja e compra de Bíblia
Para embarcar no mundo de Malthus, então com 22 anos e namorado de Luana Piovani, o hoje marido de Mel Fronckowiak, mãe de suas duas filhas, leu em um único dia o livro escrito por Roberto Drummond. Depois, comprou uma Bíblia, passou a alugar filmes religiosos, fez visitas a igrejas e conventos (entre eles o Mosteiro de São Bento), e frequentou diariamente a missa.
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