Jornalistas de fofocas estão entre os mais poderosos da TV e geram notícias por suas atitudes
Admirados e temidos, Felipeh Campos, Leo Dias e Fabíola Reipert têm juntos quase 25 milhões de seguidores somente no Instagram
Jornalista não é artista, muito menos celebridade, mas há aqueles que, ao fazer a cobertura de entretenimento na TV, ganham status semelhante ao dos ídolos do showbiz.
São os casos de Felipeh Campos, Leo Dias e Fabíola Reipert. Eles se tornaram influenciadores relevantes e são temidos pelo poder de promover ou arruinar a imagem de uma personalidade famosa.
No momento, os três vivem uma fase de grande visibilidade. Felipeh deixou o ‘Alô Você’, no SBT, onde interagia de maneira divertida com Luiz Bacci, dias após discutir ao vivo com a delegada Raquel Gallinati, também integrante do telejornal.
Saiu para ganhar mais e ter maior tempo no ar no ‘Melhor da Tarde’, na Band, sob o comando de Pâmela Lucciola.
Ele vai digladiar no Ibope contra sua ex-patroa, Sonia Abrão, do ‘A Tarde é Sua’, da RedeTV!, onde trabalhou como comentarista por oito anos. O desligamento do programa, por vontade própria, gerou um ‘climão’ entre os dois.
Uma das qualidades do comunicador é não aceitar a autocensura imposta pelo politicamente correto. Ele paga o preço por falar o que pensa. Não agrada a todos, mas se destaca pela autenticidade em um meio cheio de bajuladores e omissos.
‘Rei’ das fofocas, Leo Dias enfrenta turbulência nos bastidores do SBT por suposto conflito comercial ao expor a logomarca de sua ‘Leo Dias TV’ no ‘Fofocalizando’.
Ao surgir abatido no ar, o apresentador suscitou diferentes boatos, inclusive de iminente rompimento com a emissora do clã Abravanel. A direção se apressou em informar que as partes vão encontrar uma maneira de conciliar os interesses do canal pessoal de Leo e da emissora.
Hoje, o jornalista é mais conhecido do que parcela numerosa dos artistas (inclusive da Globo). Todos o temem por seu poder de crítica e, ao mesmo tempo, querem aparecer em suas plataformas digitais devido à ampla repercussão das notas e dos vídeos.
Leo conquistou ainda mais popularidade e respeito ao falar abertamente sobre a luta contra a dependência química, tema ainda evitado pela maioria dos adictos famosos. Dar a cara a tapa numa sociedade tão julgadora exige gigantesca coragem.
Sabe-se que ganha várias vezes mais com seus patrocinadores e a monetização dos perfis digitais em relação ao salário pago pelo SBT. Faz TV por paixão. A emissora precisa mais dele — por ser um ímã de audiência — do que o contrário.
Na Record, Fabíola Reipert é uma das maiores pontuadoras no Ibope com o ‘A Hora da Venenosa’, que já derrotou a Globo várias vezes. Internamente, atrai bem mais público, por exemplo, do que o ‘Hoje em Dia’ e o ‘Power Couple Brasil’.
Assim como acontece com Felipeh e Leo, a jornalista impõe sua personalidade e opina sem medo. Os telespectadores gostam dessa ousadia. Outro diferencial são as pitadas de humor sarcástico. Quem resiste?
Estes exemplos indicam vida longa à cobertura da carreira e da intimidade dos grandes artistas, das subcelebridades e dos caçadores de fama.
Tamanha curiosidade dos anônimos sobre a vida alheia tem explicação psicanalítica: uma fuga da própria realidade. Buscam saber de fofocas divertidas para suportar a dureza das frustrações do cotidiano e, assim, ter algum ânimo para seguir em frente.