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Jornal lista os personagens de séries de TV que mais irritam

29 out 2009 - 13h06
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Matthew Gilbert

Ultimamente, House se tornou um dos meus seriados de TV favoritos. Mas a cada vez que Eric Forman, o personagem de Omar Epps, aparece em cena, ranjo os dentes. Ele me irrita, pura e simplesmente. O mesmo vale para a Izzie, de Katherine Heigl, em Grey's Anatomy.

Todos nós acabamos por esbarrar em personagens que de alguma maneira nos dão nos nervos. Não estou falando daqueles que foram criados com o propósito expresso de irritar - vocês se lembram de Steve Urkel, em Family Matters? -, mas sim daqueles que parecem ofender nosso gosto pessoal. Eles incomodam as nossas sensibilidades, ocasionalmente de forma tão aguda (é o caso de David Caruso, em CSI: Miami) que a presença deles basta para que desistamos de assistir a um programa.

É claro que isso tudo é altamente subjetivo, em última análise. Por isso, segue abaixo minha lista de personagens irritantes - com minhas desculpas antecipadas aos leitores que discordem.

O homem da cabeça sempre inclinada

Horatio Caine, de CSI: Miami

Interpretado por David Caruso

Se o seriado não se passasse em Miami, Caruso ainda assim precisaria de óculos escuros o tempo todo, provavelmente. Porque ele não sabe como interpretar sem colocá-los ou removê-los em momentos estratégicos, a fim de pontuar suas falas. Com as mãos na cintura, ele profere clichês policiais cansados e frases feitas em tom monocórdico, que sempre o faz parecer meio entediado. E é exatamente isso que assistir ao trabalho dele desperta em mim.

Dramalhão sem pausa

Nora Walker, de Brothers & Sisters

Interpretada por Sally Field

Exagero na interpretação? E da parte de Sally Field. Nunca. O que quer dizer sempre. Nesse seriado, ela destrói cenários e diálogo com especial vigor, no papel de uma mãe dotada de excesso de energia psíquica e de interesse egoísta na vida de seus filhos já adultos. Em uma família de pessoas melodramáticas, ela é a rainha do drama.

Supertensa

Lois Henrickson, em Big Love

Interpretada por Grace Zabriskie

Muitos dos fãs de Big Love sentem um grande amor por Zabriskie. Mas ela me incomoda a cada vez que surge na tela. Seu desempenho é sempre estilizado demais para o meu gosto. Ela exagera os traços insanos e idiossincráticos do personagem ao ponto do absurdo, com olhos que se contorcem e palavras cuspidas. Nas cenas de combate entre Zabriskie e Bruce Dern, minha vontade é gritar junto com eles.

Dr. Intenso

Eric Foreman, em House

Interpretado por Omar Epps

Esse sujeito precisa que alguém lhe faça cócegas. Ele passa o tempo todo sério, e isso deprime as cenas das quais participa. E Epps exagera na interpretação para demonstrar os tumultos na alma do personagem. Tá bom, já percebemos: Foreman está contendo sua raiva, ele está a ponto de explodir, ele é um homem reprimido. Pode relaxar, agora.

É um empate

George O'Malley e Izzie Stevens, em Grey's Anatomy

Interpretados por T. R Knight e Katherine Heigl

É tão difícil decidir quem é pior, entre George e Izzie, que eu simplesmente não consegui escolher. Por isso, eles dividem a posição, por nos terem oferecido alguns dos momentos mais irritantes na história de Grey's Anatomy. Quando estavam namorando, as cenas entre eles causavam até dor de cabeça. Em sua passagem pela série, Knight sempre interpretou George como chorão. E Izzie? Heigl raramente atenua o egoísmo latente de seu personagem com qualquer demonstração de contenção ou graça.

Sempre certinho

Jack McCoy, de Law & Order

Interpretado por Sam Waterston

Ele é a âncora de Law & Order. É um homem bom, em termos gerais, mesmo quando tem de comprometer seus valores pessoais e profissionais. E tanto o seriado quanto Waterston insistem em telegrafar essa mensagem ao telespectador repetidas vezes. Sempre me sinto um pouco culpado quando ele me irrita, porque sua presença e amor pela justiça são tão fortes. Mas ele não pára de resmungar, e é sempre moralista, não? Não sei o que dizer. Gosto de Waterston em outros papéis, mas McCoy me McIrrita. Vai ver que sou malvado.

Angústia infernal

Marissa Cooper, em The O. C.

Interpretada por Mischa Barton

Ela representava o protótipo de ficção para as pessoas "reais" de Laguna Beach, uma adolescente superficial e chatinha que brinca com os sentimentos dos homens em sua vida (os quais também brincam com os dela). O desempenho de Barton não tinha nada de empático, nem mesmo em seus episódios finais; e a evolução paralela da atriz como uma amiga da vida noturna sempre flagrada em cenas comprometedoras pelos jornais sensacionalistas tampouco ajudava.

Nerd forçado

Dr. Walter Bishop, em Fringe

Interpretado por John Noble

Ocasionalmente, um personagem irrita porque os roteiristas se esforçam demais para torná-lo bacana. Minha sensação sempre é a de que Fringe se esforça em excesso para tornar Bishop uma figura cult e adorável, um cientista maluco e brilhante. As excentricidades cômicas dele são forçadas, e isso me leva a resistir. E ao menos para o meu gosto, os modos polidos, britânicos, de Noble, e sua voz de Vincent Price não combinam com o personagem.

Quem é ele?

Dr. Peter Benton, em ER

Interpretado por Eriq La Salle

Creio que possa afirmar ter assistido a todos os episódios de ER de que La Salle participou, entre os quais o seu retorno na temporada final, e ainda não sei bem por que a interpretação dele era tão peculiar, como se estivesse perdido em uma névoa misteriosa. Sempre que sentia alegria, ou raiva, ou inveja, Benton parecia se perder. Cansei de tentar decifrar sua personalidade.

Tipo, tão mimada

Rachel Green, em Friends

Interpretada por Jennifer Aniston

Estou certo de que muita gente assistia a Friends só por conta de Aniston. Mas ela me deixava louco. Rachel era egoísta e reclamona demais. E, como Mischa Barton, Aniston não fez nada para me ajudar a mudar de ideia, dadas seus constantes esforços para conquistar a atenção da imprensa sensacionalista. No episódio final, confesso que torci para que ela não saísse do avião.

Nem tão adorável

Susan Mayer, de Desperate Housewives

Interpretada por Teri Hatcher

Não gosto dessa mistura de encanto e maluquice que se tornou comum na TV. E a Susan de Hatcher é com certeza o epítome da tendência. Por isso, perdão se os ofendo ao colocá-la quase no topo de minha lista. Sua interpretação fofinha em Desperate Housewives já incomodava no final do primeiro episódio, e todas as tramas desenvolvidas para ela desde então não me atraíram.

Não é preciso apresentação

Kim Bauer, em 24

Interpretada por Elisha Cuthbert.

Admita. Você também queria que ela fosse comida pela onça. E isso basta.

Tudo gira em torno dela

Jenny Schecter, em The L Word

Interpretada por Mia Kirshner

Nossa. Os deuses do narcisismo derramaram benções sobre Jenny, com certeza. Ela suga a energia vital de todo mundo que cruza seu caminho. E Kirshner, ao enfatizar a vaidade e a mutabilidade de Jenny, termina por ser convincente até demais. Os roteiristas de The L Word terminaram por perceber o quanto ela irritava, e enfatizaram o efeito desde então. Mas mesmo nas duas primeiras temporadas, quando Jenny era supostamente simpática, eu queria vê-la sair do The Planet o mais rápido possível.

Tiques demais

Ally McBeal, em Ally McBeal

Interpretada por Calista Flockhart

A Ally de Flockhart vence a disputa pelo posto de mais irritante basicamente porque ela era tão chata, em meio a um programa tão original e interessante. E isso é uma espécie de realização. No caso, posso afirmar confortavelmente que era a atriz, e não o personagem, que me irritava. A hesitação de Flockhart ao pronunciar suas falas, sua expressão inquieta, seus lábios grossos sempre me irritaram. Bem, deixa pra lá. O que passou, passou.

Rachel (Jennifer Aniston), de 'Friends', era egoísta e reclamona demais
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Foto: Divulgação
The New York Times Magazine
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