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Fernanda Machado será uma "barraqueira" em 'Caras e Bocas'

11 abr 2009 - 09h17
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Mesmo com a mudança de visual e estilo, Fernanda Machado está encantada com seu novo papel em Caras e Bocas. Na próxima novela das sete da Globo, a atriz de 28 anos encara Laís, uma moça de personalidade explosiva.

"Para mim, ela é como uma descendente de italiano com espanhol. Tem um sangue quente e fala alto. Não consegue se controlar", explica, aos risos. Tanto que dois dias após receber o convite para participar do folhetim, Fernanda viajou para Cuba, com a produção do filme Tropa de Elite, do diretor José Padilha, onde interpretou a "boazinha" Maria.

Em meio ao Festival de Havana, a atriz arranjou tempo para começar a composição da personagem. Inspirada nos coloridos latinos, ela buscou referências nos filmes do diretor espanhol Pedro Almodóvar, que adora personagens femininas exageradas. "Foram alguns meses pensando e vendo filmes dele. Afinal, tinha de soltar minhas amarras", valoriza.

No folhetim, Laís é uma vilã bem-humorada. Sua paixão pelo rústico Gabriel, vivido por Malvino Salvador, faz com que a moça utilize todas as armas para mantê-lo ao seu lado. "Como vilã, sua maldade vem desse lado passional. O motor dela é a paixão pelo Gabriel e é por isso que ela apronta com todo mundo", analisa a atriz.

Com seu estilo "zen", Fernanda vem se divertindo com os exageros da personagem. "Ela é barraqueira, desequilibrada e maluca. Sempre fiz papéis mais contidos. Estou adorando", confessa. A mudança de visual também foi uma questão fundamental para sua composição.

A magrinha Fernanda engordou alguns quilos, sem ultrapassar a medida ideal para seus 1,67 m, e colocou implante no cabelo para criar um estilo mais volumoso. "O cabelo da Laís é meio Amy Winehouse, com um jeito exagerado e descolado", compara, referindo-se à polêmica cantora britânica.

Além das personagens de Almodóvar, Fernanda se espelhou na atriz Penélope Cruz. No filme Vicky Cristina Barcelona, de Woody Allen, Penélope interpreta Maria Helena, uma espanhola briguenta e apaixonada. "A Laís é totalmente Maria Helena. Usa cores fortes, cabelo bagunçado e sobe nas tamancas", diverte-se.

"O figurino garante muita perna de fora e exageros, com brincão, bolsão e pulseiras que fazem barulho", afirma. Fernanda sempre interpretou papéis mais introvertidos e, por isso, se surpreende com as loucuras da personagem. A atriz brinca que até seu jeito sempre equilibrado está mudando.

"A gente fica no clima do personagem. Outro dia, no trânsito, comecei a gritar com outro motorista", entrega.

A atriz já era estudante de teatro desde os 12 anos, mas começou a carreira na tevê em 2004, na novela Começar de Novo, de Antônio Calmon. Na época, interpretou a determinada Sonya.

A partir daí, todos os seus papéis foram mais voltados para o drama. Em Caras e Bocas, Fernanda pretende dar leveza à personagem, e usar a comicidade de suas trapalhadas. "Não tem como fazer a Laís muito séria. Ela usa um saltão enorme e sai correndo. Aí não consegue dar conta e tropeça", exemplifica.

Essa é a segunda vez que a atriz trabalha com Walcyr Carrasco. Poderia até ser a terceira. Walcyr a queria no elenco de Sete Pecados, sua última novela. Mas Fernanda, por insistência de Gilberto Braga, acabou interpretando a batalhadora Joana em Paraíso Tropical.

A atriz se destacou e, por conta do trabalho no horário nobre - e do lançamento do filme Tropa de Elite - ganhou visibilidade. Agora, tudo que ela mais quer é repetir o sucesso e, como Fernanda mesmo fala, que Laís caia na "boca do povo". "Acho que tem muita mulher como a personagem. É um tipo muito possível", supõe.

Vida real

A paranaense acredita que o teatro tenha dado a base de atriz que tanto precisava para a TV. Aos 17 anos, ela resolveu largar sua cidade natal, Maringá, para se aventurar em Curitiba, onde participou de alguns grupos teatrais. Lá Fernanda fez vestibular para Artes Cênicas e se profissionalizou como atriz.

Ela também possui registro profissional de produtora, figurinista, maquiadora e aderecista. "Em teatro, para o projeto lucrar, o artista precisa ter várias funções", constata.

Em um dos Festivais de Teatro de Curitiba que participou, a atriz foi observada por produtores de elenco da Globo, mas quase recusou o convite de fazer parte da oficina de atores. Ela teve de enfrentar quatro meses de aulas intensivas, sem nenhuma remuneração. Mas até que valeu a pena. Depois de três novelas na emissora e uma minissérie, agora seu maior passo vai ser viver sua primeira antagonista, um papel com maior destaque, na novela Caras e Bocas.

"Já recebi elogio do Walcyr, isso é especial. O interessante também é saber que ele descobriu uma coisa nova em mim", encanta-se.

Foto: Luiza Dantas/Carta Z Notícias / TV Press
Fonte: TV Press
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