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Esses famosos não suportaram pagar o preço cobrado pela fama

Avicii, Amy Winehouse e Jim Morrison são alguns dos artistas que sucumbiram à superexposição

27 abr 2018 - 10h56
(atualizado às 10h57)
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Milhões de pessoas sonham com o estrelato. Querem se tornar celebridade.

Imaginam que, assim, vão se sentir completamente aceitos e aprovados, superar rejeições e elevar a autoestima.

Estão perigosamente enganados.

Avicii, Amy e Jim: talentos geniais prejudicados por transtornos emocionais causados pela fama.
Avicii, Amy e Jim: talentos geniais prejudicados por transtornos emocionais causados pela fama.
Foto: Reproduções

A fama não garante felicidade tampouco paz interior. Prova disso é a quantidade de astros da TV, do cinema e da música que cometeram suicídio ou mergulharam em vícios mortais.

Eram famosos, ricos, tietados. Viviam em festas, cercados de luxo, bajulados dia e noite. Nada disso foi capaz de fazê-los menos infelizes.

Numa carta, a família do DJ Avicii sugere que o sueco deu fim à própria vida. 

“(Ele) lutava com pensamentos sobre a felicidade e queria encontrar paz”, diz o comunicado.

O artista, de 28 anos, foi encontrado morto num quarto de hotel em Mascate, capital de Omã, na Península Árabe. A causa do óbito não foi oficialmente divulgada.

“Ele queria encontrar equilíbrio na vida para ser feliz”, afirma outro trecho da carta. “Um cara sensível que amava seus fãs, mas evitava os holofotes.”

Sabe-se que Tim Bergling, nome verdadeiro do DJ, teve depressão e vários episódios de abuso de álcool que resultaram em problemas de saúde.

Chegou a buscar ajuda espiritual com pajés na Amazônia. Era um rapaz curioso pelo lado místico da existência.

Como seus parentes confirmam, Avicii não suportava o ônus de ser mundialmente conhecido.

Celebridades costumam sofrer em razão da perda da liberdade, com o conflito de identidade entre a pessoa pública e a persona privada, a dificuldade de identificar a real intenção de quem se aproxima, e a (auto)cobrança de estar sempre no auge.

Essas mesmas dores emocionais fragilizaram Amy Winehouse. Perdida, a cantora inglesa recorreu às drogas e ao álcool para enfrentar o circo do showbiz.

Protagonizou incontáveis escândalos diante das câmeras. No auge da crise, parecia um zumbi de ‘The Walking Dead’ ziguezagueando pelas ruas de Londres.

Morreu aos 27 anos, sozinha em seu quarto, por ingestão excessiva de bebida após um período de abstinência.

Em busca de tranquilidade, Jim Morrison mudou-se dos Estados Unidos para Paris. 

O roqueiro do ‘The Doors’ queria viver como um anônimo. Engordou muito, usava óculos escuros o tempo todo e evitava os lugares mais badaladas da cidade.

Não foi o suficiente para livrá-lo de seu inferno particular. Sofreu um colapso cardíaco provocado por uma overdose, aos 27 anos também.

O escritor e dramaturgo espanhol Fernando Arrabal apresenta uma definição cirúrgica a respeito da inconsistência do estrelato.

“A fama é um pedaço de nada que o artista agarra no ar sem saber por quê.”

O problema é que esse ‘nada’, muitas vezes, causa estrago irreversível. 

A fama faz o famoso de refém e cobra dele um preço mais alto do que é humanamente possível pagar.

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