Em Babilônia, Inês se transforma na Nina de Avenida Brasil
Uma mulher em busca de justiça contra alguém bem próximo que destruiu sua vida no passado. A grande vilã prestes a ganhar aura de justiceira.
Na nova fase de Inês (Adriana Esteves), prometida para começar no capítulo de Babilônia desta segunda-feira (13), a personagem ficará parecida com Nina/Rita (Débora Falabella), a garota sofredora obcecada em se vingar da terrível Carminha (Adriana Esteves) em Avenida Brasil, novela de 2012.
O alvo de Inês é sua 'amiga' Beatriz (Gloria Pires). O segredo que as une foi antecipadamente revelado na tentativa de amenizar a crise de audiência da trama: quando as duas eram adolescentes, o pai de Inês foi seduzido pela ninfomaníaca Beatriz, acabou preso e se matou.
Em Avenida Brasil, Rita se passava por Nina para fazer justiça a seu pai, Genésio (Tony Ramos), morto após descobrir as traições de sua mulher Carminha, que era uma madrasta má para a menina.
A obsessão de Inês por Beatriz agora será justificada por seu desejo de conseguir alguma punição contra a rival. Na semana passada, ela ganhou até uma cúmplice e confidente: tia Celina (Débora Duarte), responsável por revelar a ligação sombria entre as duas vilãs.
Em Avenida Brasil, essa função de guardiã de segredos e apoiadora de Nina/Rita era desempenhada por Mãe Lucinda (Vera Holtz).
Com a divulgação desse vínculo sombrio entre Inês e Beatriz, a personagem interpretada por Adriana Esteves ganha aspecto dúbio.
Deixa de ser apenas uma vilã motivada pela inveja da elegância e do status da inimiga, e passa a ter ares de heroína às avessas, cujas maldades se explicam pelo sofrimento do passado, e a vontade de fazer justiça no presente.
Em termos de teledramaturgia, é interessante acompanhar uma personagem com tantas contradições e nuances. Mas os autores precisam contar com a boa vontade do público.
Nem todo noveleiro aprova essa mudança brusca de perfil. A maioria dos telespectadores ainda vê TV de maneira maniqueísta: bom é bom, mau é mau.
Inês está longe de ser uma mocinha típica de folhetim, mas seu drama pessoal, agora revelado em detalhes, a faz parecida com uma sofredora de dramalhão mexicano em busca de justiça.
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