'Bridgerton', da Netflix, é detonada por famoso historiador britânico: 'É uma visão absurda da história negra'
O autor e historiador britânico acredita que o universo Bridgerton deixou de fora temas como a escravidão e sua abolição
Embora ambientada em um período histórico real, nesta altura da trama — em plena quarta temporada, nada menos —, não é preciso dizer que "Bridgerton" é uma série de ficção.
Baseada diretamente na saga de romances da autora Julia Quinn, a série gira em torno dos amores e de todos os tipos de aventuras sociais de uma série de personagens fictícios — com exceção de algumas figuras históricas reais, como a rainha Charlotte, que não fazia parte dos romances, aliás — na época da Regência londrina, em sua maioria da alta sociedade da época.
Já estabelecida como uma das séries de maior sucesso no catálogo da Netflix, temos que dizer que há algo que "Bridgerton" soube fazer muito bem: combinar na perfeição a sua condição de série de época, tentando representar com precisão o período histórico em que se passa, com uma visão mais moderna e fantasiosa, de mentalidade mais aberta e em que a diversidade é um fator completamente essencial.
Personagens negros em 'Bridgerton'
O melhor exemplo, sem ir mais longe, é a rainha regente, a rainha Charlotte, que em 2023 teve sua própria série como um spin-offl, interpretada por uma atriz negra, Golda Rosheuvel.
Embora Charlotte de Mecklemburgo-Strelitz, rainha durante o período da Regência entre 1761 e 1818, seja negra na série da Netflix, os historiadores nunca chegaram a um consenso sobre se a rainha era negra ou não.
Uma teoria que começou em 1967 com a pesquisa do historiador Mario De Valdes e Cocom, que apontava que ela era descendente direta de Mar...
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