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Repórter gay da Globo cita o marido ao vivo em telejornal

Jornalistas Pedro Figueiredo e Erick Rianelli quebram barreiras do preconceito na emissora mais influente da TV

27 dez 2019
11h21
atualizado às 11h22
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Pedro Figueiredo e Erick Rianelli na Parada Gay do Rio: sem medo de viver o amor e enfrentar os homofóbicos
Pedro Figueiredo e Erick Rianelli na Parada Gay do Rio: sem medo de viver o amor e enfrentar os homofóbicos
Foto: Instagram / Reprodução

Há muitos repórteres homossexuais no telejornalismo brasileiro, mas poucos dão a cara a tapa. A maioria prefere manter a orientação sexual sob sigilo.

Não é o caso de Pedro Figueiredo e Erick Rianelli. Os dois são casados, trabalham na Globo e falam abertamente a respeito do relacionamento. Inclusive na TV.

Na edição de quinta-feira, dia 26, do 'Bom Dia Rio', Pedro citou o companheiro durante link (transmissão ao vivo). Ele mostrava o movimento de passageiros em uma rodoviária da cidade quando interagiu com os apresentadores Flavio Fachel e Guilherme Peixoto.

"Vocês perguntaram se eu ia embarcar, eu disse que ia para Búzios, já tomei um puxão de orelha do meu marido. Pode ficar tranquilo, vou passar o Réveillon aqui no Rio de Janeiro", brincou o repórter.

Pedro e Erick compartilham nas redes sociais momentos da vida em comum — declarações de amor são frequentes — e da rotina como jornalistas.

Recentemente, usaram as plataformas digitais para denunciar um episódio de alegada homofobia em um hotel na Bahia. O estabelecimento se recusou a colocá-los em um quarto com cama de casal.

Ambos fazem postagens para promover o respeito à diversidade sexual. Em 28 de junho deste ano, Dia do Orgulho LGBTI (Lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e pessoas intersex), Pedro Figueiredo escreveu no Instagram: "Hoje é o dia da gente lembrar que não há espaço pra vergonha, mas sim pra sentir orgulho em ser quem somos. A luta é diária. Vamos em frente".

Na mesma data, Erick Rianelli fez um post revelador. "Há pouco mais de seis anos eu saí do armário. Foi um processo de aceitação, de construção. Há quem tenha medo de ser rejeitado pela família, por amigos ou então perder oportunidades de trabalho. Eu senti medo de tudo isso."

Em outro trecho, o jornalista deu uma sugestão aos gays em conflito com parentes e amigos. "Sair do armário é romper. Romper com o que você fingia ser, com as capas e disfarces que você criou e alimentou durante muito tempo. É também estar preparado pra tirar da sua vida aqueles que você mais ama ou considera. Se eles não te quiserem do seu jeito, não te merecem. Felizmente, eu não precisei romper com ninguém."

 

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