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Na Globo, Bial chama Bolsonaro de “desclassificado e meio”

Apresentador entrevistou jornalista da ‘Folha’ que processa o presidente e seu filho Eduardo por calúnia

30 out 2020
12h15
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Na madrugada desta sexta-feira (30), Pedro Bial entrevistou Patrícia Campos Mello, repórter especial da Folha de S. Paulo e autora do livro A Máquina de Ódio (Companhia das Letras), a respeito da indústria de fake news e da violência digital contra profissionais da imprensa e pessoas anônimas.

Pedro Bial e Patrícia Campos Mello na entrevista exibida na Globo
Pedro Bial e Patrícia Campos Mello na entrevista exibida na Globo
Foto: Reprodução

A jornalista foi envolvida em um escândalo midiático em outubro de 2018, após revelar o uso ilegal de redes sociais na campanha do então candidato Bolsonaro. De acordo com a reportagem, empresários compraram pacotes de disparos de mensagens contra o também presidenciável Fernando Haddad (PT).

A matéria teve repercussão bombástica na imprensa, no meio políticos e na internet, e gerou a CPI das Fake News, onde a repórter se tornou vítima de difamação diante dos deputados e das câmeras de TV.

“Patrícia acabou virando alvo de uma mentira sórdida em um depoimento. Uma de suas fontes disse que ela teria oferecido sexo em troca de informações”, rememorou Bial.

“Desclassificado e meio, como só ele sabe ser”, disse Pedro Bial a respeito do presidente Bolsonaro
“Desclassificado e meio, como só ele sabe ser”, disse Pedro Bial a respeito do presidente Bolsonaro
Foto: Sala de TV

“Além disso, desclassificado e meio, como só ele sabe ser, o presidente Jair Bolsonaro acrescentou insulto à calúnia, como ofensa pessoal, usando a expressão ‘dar o furo’ em duplo sentido. Um nojo, pessoalmente, e um desrespeito ao cargo que (ele) ocupa institucionalmente”, acrescentou.

Ainda no Conversa com Bial, a repórter revelou ter acionado a Justiça a fim de reparar sua honra. “Estou processando o presidente Bolsonaro, o deputado Eduardo Bolsonaro, um blogueiro de direita, um deputado, todo mundo que usou essa calúnia. Foi uma decisão difícil porque a gente é jornalista, não entra nas histórias”, disse Patrícia.

“Em cinco minutos (depois da divulgação da matéria na ‘Folha’) isso virou uma avalanche de memes pornográficos, vídeos pornográficos, xingamentos, gente falando ‘você devia ser estuprada’. A primeira reação é ‘eu quero ficar embaixo da cama e nunca mais sair’.”

O programa contou também com a participação do jornalista e ex-deputado Fernando Gabeira, comentarista da GloboNews. Ele comentou a respeito de episódios de agressividade verbal de Jair Bolsonaro contra jornalistas.

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