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Lá vem a Globo com uma novela que fará a gente chorar

'Bom Sucesso' destaca a importância de viver intensamente o agora diante da possibilidade de morrer a qualquer momento

4 jul 2019
15h43
atualizado às 15h47
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O que você faria se descobrisse ter apenas seis meses de vida? Dessa premissa parte a trama principal da nova novela das 19h30 da Globo, Bom Sucesso, de Rosane Svartman e Paulo Halm. Estreia marcada para o próximo dia 29.

Alberto e Paloma: um choque de realidade faz ambos redescobrirem a alegria de estar vivo
Alberto e Paloma: um choque de realidade faz ambos redescobrirem a alegria de estar vivo
Foto: João Cotta/TV Globo / Divulgação

Paloma (Grazi Massafera) é uma costureira que cria sozinha os três filhos no subúrbio carioca. Uma vida de sacrifícios, renúncias e poucos momentos felizes. O único alento são os livros — e as fantasias que despertam.

Uma troca de exames faz a batalhadora mãe de família acreditar que vai morrer em pouco tempo. Brota uma urgência em viver intensamente o agora.

Ela para de fazer mil concessões e passa a agir conforme suas crenças e desejos. Sem tempo a perder, sorve da vida tudo o que é possível.

Após algum tempo de ‘piração’, Paloma descobre o erro do laboratório. Mas agora não tem volta: quer continuar a viver sem máscara, sem medo.

Solidária, a costureira decide procurar a verdadeira pessoa que está condenada à morte. Então surge em seu caminho o empresário Alberto (Antônio Fagundes), dono de uma editora de livros. Um homem que perdeu o encanto pela vida.

Entre os dois nasce forte amizade baseada nas pequenas alegrias do dia a dia e no conforto terapêutico gerado pelos bons livros. Juntos, redescobrem o valor da existência.

Bom Sucesso promete se diferenciar das novelas repetitivas dos últimos tempos. O enredo está baseado nas emoções que muitos de nós nem se permitem mais sentir.

Paloma e seus filhos: a costureira passa a valorizar a individualidade depois de achar que está seriamente doente
Paloma e seus filhos: a costureira passa a valorizar a individualidade depois de achar que está seriamente doente
Foto: João Cotta/TV Globo / Divulgação

Sua mensagem humanista contrapõe a banalidade da morte no Brasil. Afinal, a melhor maneira de combater o medo e a violência aos quais estamos expostos é viver intensamente como se não houvesse amanhã.

Pode ser interpretada ainda como uma crítica a quem passa tanto tempo nas redes sociais — monitorando famosos, conhecidos e anônimos — que esquece de aproveitar a própria vida.

“O maior sucesso da vida é ter sucesso em viver”, diz o locutor da chamada da novela. Tomara que Bom Sucesso consiga suscitar a autoanálise capaz de tirar muita gente da letargia cotidiana. A teledramaturgia possui esse poder, mas o tem usado pouco.

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