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Elenco comenta as novidades na nova temporada de ‘O Picapau Amarelo’ no SBT

Série volta prometendo mais densidade dramatúrgica em faixa tradicional dedicada ao público infantil

8 mar 2026 - 14h41
(atualizado às 14h41)
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Estreou no dia 7 de março a nova temporada de ‘O Picapau Amarelo’. Os episódios da série infantil ocupam as manhãs de sábado no SBT.

A coluna conversou com alguns integrantes da produção. Eles comentam sobre os rumos da trama e de personagens.

O diretor Jefferson Candido com os atores caracterizados: mais histórias do universo lúdico de Monteiro Lobato
O diretor Jefferson Candido com os atores caracterizados: mais histórias do universo lúdico de Monteiro Lobato
Foto: Reprodução

“Temos personagens clássicos e atuais”, diz o diretor Jefferson Candido

Como reinventar uma obra que já teve várias versões sem perder a essência?

Monteiro Lobato é atemporal. Sua obra está completando 105 anos, passou pelo menos por quatro gerações, e continua moderna. Então, a única coisa que a gente procura fazer é adaptar a linguagem, mas mantendo toda a essência, que é a magia, o faz de conta, as crianças usando a criatividade e a imaginação para brincar, e brincar com o que tem em casa. É uma obra que nem precisa de tanto esforço para readaptar para as novas gerações.

O que o público pode esperar de surpreendente desta nova temporada?

Além de manter toda a qualidade, terá muito mais música. São novos clipes e um pouco mais de dramaturgia também. A gente quer voltar à essência de novelinha, característica que marcou a série durante as versões da TV Tupi, TV Cultura, Bandeirantes e Globo. Lá atrás, os livros de Lobato já traziam vários personagens clássicos da sua época e a gente manteve nessa temporada, são mais de 40 novos personagens. Além dos clássicos do Conto de Faz, como a Dorothy e o Trio do Mágico de Oz, a Branca de Neve, o João e a Maria, a gente também traz personagens atuais do universo infantil, como o Gato Galáctico e o Kaboo do Mundo de Kaboo, para que também tenha essa conexão entre as crianças da nova geração.

A atriz Bibba Chuqui como Tia Anástica: as raízes africanas ressaltadas no roteiro
A atriz Bibba Chuqui como Tia Anástica: as raízes africanas ressaltadas no roteiro
Foto: João Raposo/Divulgação/SBT

“Tia Anastácia faz ancestralidade no canto”, diz Bibba Chiqui

Tia Anastácia é uma importante referência de personagem negra na teledramaturgia e, ao mesmo tempo, representa o estereótipo do negro em função serviçal. Como equilibrar esses dois aspectos tão sensíveis?

Na nossa versão, a Tia Anastácia é uma mulher de sabores, saberes, ritmos, histórias e o canto funciona como uma expressão de tudo isso. Ela deixou de ser apenas a cozinheira para ser também narradora e contar boas histórias.

Na sua versão, Tia Anastácia carrega fortes referências africanas. Como foi essa composição tão diferente e interessante?

Ela carrega essa ancestralidade. O canto funciona como uma expressão disso, que aparece também na vestimenta.

O ator Tiago Bezerra já encontrou fãs do Visconde de Sabugosa de diferentes gerações
O ator Tiago Bezerra já encontrou fãs do Visconde de Sabugosa de diferentes gerações
Foto: João Raposo/Divulgação/SBT

“As crianças gostam das experiências do Visconde”, afirma Tiago Bezerra

Como conciliar as carreiras de jornalista e ator em um país que estranha ver o mesmo profissional nas duas funções?

Apesar de serem duas carreiras diferentes, fazem parte de um mesmo grupo, de uma mesma raiz, que é a comunicação. Então, a gente consegue se comunicar de inúmeras maneiras diferentes. A comunicação acontece a partir do momento que se transmite uma mensagem, seja por meio de uma notícia no jornal, uma cena numa série de entretenimento, uma peça de teatro, uma música. São duas carreiras e duas profissões que se completam. Apesar de algumas pessoas estranharem um jornalista também ser um ator, eu acredito que as duas coisas estão bem atreladas uma à outra. Existem inúmeros grandes nomes do jornalismo no Brasil que também são atores.

O Visconde é uma referência de sabedoria. Acha que o personagem estimula as crianças a se interessar pela busca do conhecimento? Já ouviu algo delas?

Papais e mamães, cujos filhos assistem à série, contam que as crianças se interessaram em fazer, sobretudo, as experiências que viram no quadro do Visconde. Tenho a sorte e a honra de levar adiante um personagem conhecido por gerações e gerações há 100 anos, que já esteve presente na vida de muitas crianças que se tornaram adultos, pais, mães, vovôs, vovós, e todo mundo tem alguma outra história para contar em relação a ele. Não à toa, eu escuto adultos contando que o Visconde é o personagem favorito deles. É uma troca muito boa. Isso acontece justamente porque Monteiro Lobato foi visionário ao criar personagens que, até hoje, ainda são tão facilmente identificáveis na sociedade.

Debora Gomez quis homenagear todas as Emílias anteriores em sua atuação
Debora Gomez quis homenagear todas as Emílias anteriores em sua atuação
Foto: Reprodução

“Eu quis a Emília ainda mais dona de si”, afirma Debora Gomez

Você teve medo das inevitáveis comparações com outras atrizes que interpretaram Emília?

Eu não tive medo das comparações, isso não passou pela minha cabeça. De alguma forma, essas Emílias que marcaram a minha geração, inclusive, estão reverenciadas e homenageadas na interpretação que eu trago para a Emília atual. Levo essas outras Emílias de alguma forma comigo, em algum trejeito, na minha imaginação, nas minhas lembranças. Sou muito fã de todas que fizeram a personagem, então, elas estão ali reverenciadas. Quando comecei a fazer Emília, eu tive muitas referências, revisitei muitas Emílias: a da Reny, a da Dirce Migliaccio, a da Isabelle Drummond. Mas tentei abandoná-las para criar a minha, mas entendo que elas também vêm comigo, porque estão no meu imaginário de criança e depois também de adulta, assistindo e reassistindo. 

Ainda que o termo ‘empoderada’ tenha virado um clichê, se aplica à sua atuação. Foi proposital fazer uma Emília mais consciente de seu valor?

De fato, eu quis trazer sim uma Emília mais consciente de si, empoderada. Ela sempre foi assim, na verdade, mas eu faço questão de marcar isso sim na minha interpretação. É uma consequência do mundo contemporâneo. As crianças são muito mais questionadoras, donas de si, conscientes do mundo. Eu quis que a Emília fosse essa personalidade exuberante mesmo, cheia de si, maluquinha, engraçada e que não encontra limites para ser exatamente quem ela é.

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