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Adriano Arbool correu atrás e entrou em ‘Coração Acelerado’: “Um papel com verdade”

Ator comenta outras participações na TV, a dedicação ao cinema independente e a influência das redes sociais na carreira

18 abr 2026 - 10h30
(atualizado às 10h32)
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Em entrevista à coluna, Adriano Arbool mostra a importância de o ator criar oportunidades de trabalho ao invés de esperar o telefone tocar.

Foi com iniciativa própria que ele conseguiu um personagem na novela das 19h da Globo, ‘Coração Acelerado’.

Com sólida formação teatral e muitos filmes no currículo, o artista explica a realidade de quem busca papéis na teledramaturgia.

Adriano Arbool na sede da Globo, no Rio, onde gravou participação em 'Coração Acelerado'
Adriano Arbool na sede da Globo, no Rio, onde gravou participação em 'Coração Acelerado'
Foto: Reprodução

Como aconteceu a participação especial em ‘Coração Acelerado’? 

Sempre fui um ator que não espera ser chamado (risos). Já havia feito uma participação na novela ‘Mania de Você’, a convite da querida produtora Dani Pereira. Depois de quase dois anos desde esse trabalho, senti que era o momento de me movimentar novamente. Estava em casa enviando material para alguns produtores e resolvi mandar uma mensagem para Dani, perguntando se ela estava envolvida em algum projeto que se encaixasse no meu perfil. Me coloquei à disposição. E foi então que surgiu o convite para interpretar o Pastor Samuel em ‘Coração Acelerado’. Como ator que ama e respeita o seu ofício, me sinto muito grato por ser lembrado pelo meu trabalho. 

Conte um pouco de seu personagem e de como construiu a interpretação. 

O Pastor Samuel surge em um momento importante da trajetória da Eduarda (Gabz), fazendo um convite para que ela cante em sua igreja. Desde o primeiro contato com o roteiro, tive um cuidado muito grande para não cair na caricatura. Busquei construir um personagem com verdade, trazendo serenidade no olhar, escuta ativa e uma fala que transmitisse acolhimento e paz. Foi um trabalho sutil, mas muito atento aos detalhes. 

Com quais personagens você contracena? 

Divido cena com a querida Gabz, que interpreta a Eduarda, e com o Lucas Wickhaus, que vive o Luan. São atores extremamente generosos, que me receberam com muito carinho. Tivemos uma troca muito rica em cena, o que contribuiu bastante para o resultado do trabalho. 

O ator com Gabz (Eduarda), com quem contracena na trama sobre música e mensagem de esperança
O ator com Gabz (Eduarda), com quem contracena na trama sobre música e mensagem de esperança
Foto: Reprodução

Como foram os outros momentos em produções da TV? 

Sim, tive participações nas novelas ‘Família é Tudo’ e ‘Mania de Você’, além da série “Hebe”, pela Globo Filmes. Cada trabalho foi uma experiência única de aprendizado e crescimento. São oportunidades que fortalecem a nossa trajetória e ampliam o nosso olhar dentro do audiovisual. 

Você atuou em ‘Paulo, o Apóstolo’, na Record. Há muita diferença em trabalhar numa obra de época inspirada em textos bíblicos? 

Existe, sim, uma diferença significativa. É um tipo de trabalho que exige uma preparação mais aprofundada, tanto corporal quanto vocal, além de um estudo histórico e simbólico mais detalhado. Ao mesmo tempo, a essência continua sendo a mesma: contar uma história com verdade e se conectar genuinamente com o personagem. 

O mercado de trabalho está melhor com as produções de canais pagos e plataformas de streaming? Ou não mudou muito devido à forte concorrência? 

Acredito que houve, sim, uma ampliação de possibilidades. As plataformas abriram espaço para novas narrativas, formatos e perfis de personagens. No entanto, a concorrência continua muito grande. Hoje, mais do que nunca, o diferencial está na consistência, na preparação e na identidade artística de cada ator. 

"O cinema independente me oferece liberdade criativa", afirma Adriano Arbool
"O cinema independente me oferece liberdade criativa", afirma Adriano Arbool
Foto: Reprodução

Você faz muitos filmes independentes. É uma escolha na carreira? 

Sim, é uma escolha consciente. O cinema independente me oferece liberdade criativa e a oportunidade de mergulhar em personagens mais complexos, em histórias que muitas vezes não chegam ao circuito comercial. É um espaço de experimentação, de risco e de crescimento artístico. Acredito muito na força do coletivo e no fazer artístico com verdade, independentemente dos recursos. Ao mesmo tempo, tenho um desejo muito grande de expandir cada vez mais minha atuação em produções comerciais e integrar projetos que alcancem o circuito nacional, ampliando o alcance do meu trabalho e dos personagens que construo. 

Dizem que atores com forte presença nas redes sociais têm mais chances de conseguir trabalhos. Concorda? Já ganhou ou perdeu um papel por esse critério de número de seguidores? 

As redes sociais fazem parte do mercado atual e, de alguma forma, influenciam, sim. Mas não podem ser o único critério. O essencial continua sendo o trabalho, a entrega e a verdade em cena. Já vi situações em que os números pesam, mas sigo focado na construção de uma carreira sólida, baseada no meu ofício. 

Quais seus próximos projetos? 

Estou me preparando para iniciar as gravações do curta-metragem ‘A Noite de Ísis’, com roteiro e direção de Ayrton Battista. Um projeto que me instiga muito pela temática e pela forma como a história será contada. Paralelamente, sigo desenvolvendo novos trabalhos no audiovisual e também projetos voltados à preparação de atores e workshops de interpretação para cinema.

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